Saltar para conteúdo principal


      Existe, hoje, uma elevada pressão sobre a margem das empresas industriais, devido a fatores como o aumento da concorrência, exigências dos consumidores na qualidade e serviço, disrupção do mercado energético, imposições crescentes de compliance, etc.

      Parte significativa das empresas já desenvolveu iniciativas de otimização de custos, contudo, estas têm tipicamente um cariz demasiado micro, focando-se i) na negociação de preço com fornecedores, e ii) na redução dos custos variáveis facilmente acionáveis, carecendo, portanto, de um impacto significativo na Estrutura de Custos, e na melhoria da margem.

      A KPMG tem vindo a apoiar um conjunto de clientes na melhoria da eficiência operacional via uma otimização end-to-end da sua Cadeia de Valor, em parceria com as áreas operacionais responsáveis, potenciando uma melhoria das margens operacionais sem prejuízo dos níveis de serviço (savings reais tipicamente superiores a 15% da estrutura de custos operacional endereçável).

      Foto de Luís Santos
      Luís Santos

      Director de Advisory

      KPMG em Portugal




      Vertentes típicas de otimização

      Não existe uma solução one-fits-all de otimização de custos: existe, contudo, um conjunto de vertentes típicas de otimização que devem ser analisadas, e com potenciais de melhoria distintos consoante a organização e a sua maturidade.


      Produção

      • Não utilização da capacidade produtiva máxima resultante de um conjunto de fatores endereçáveis: downtime mitigável, variabilidade do processo produtivo, escalonamento de RH desadequado, …
      • Incapacidade de identificação de relações causa-efeito estruturais entre reduzidos níveis de eficiência/ desperdício e o processo produtivo;
      • Incapacidade de geração de business case estruturados para duas decisões críticas de shop-floor: 1) substituição de equipamentos que permitam aumentar a sua taxa de utilização eliminando o downtime associado aos mesmos ou aumentar a eficiência energética, e 2) automatização do processo produtivo, potenciando eficiência;
      • Inexistência de um programa de melhoria contínua do processo produtivo que permita minimizar todos os desperdícios, ineficiências e variabilidade do processo.

      Eficiência Produtiva via Digitalização

      • Existência de limitações na captura de informação no shop floor,  pela 1) multiplicidade de SI (ERP, MRP, Planeamento, picagens,…), e 2) manualidade na recolha e tratamento da informação (ficheiros de suporte ou inserção direta em plataformas, para recolha periódica de, p.e., tempos, quantidades e motivos);
      • Existência de limitações no tratamento da informação: 1) Disponibilização de parte da informação em lógica teórica (ex: consumos e tempos padrão); 2) Disponibilização da informação numa lógica histórica e não real-time, reduzindo capacidade de corrigir ineficiências; 3) Excesso de informação disponível vs informação realmente necessária, limitando a sua utilização para otimizar decisões de gestão (“que impacto nos resultados?”);
      • As empresas tipicamente adiam a tomada de decisão dados os investimentos previstos serem elevados e a implementação morosa, bem como a inexistência de business case para substituir o seu parque de máquinas por forma a permitir esta evolução.

      Supply Chain e Planeamento

      • Planeamento suportado em ferramentas manuais, com uma base predominantemente histórica, não integrada entre as diferentes áreas (Comercial, Produção, Supply ChainProcurement,…), potenciando ineficiências a vários níveis (ex: ineficiência equipamentos, stock de produto acabado,…);
      • Ausência de um acompanhamento e quantificação detalhada de todos os estrangulamentos associados ao processo logístico (ex: tempos de descarga e capacidade de armazenamento de matéria-prima vs produto acabado), limitando a capacidade de actuação;
      • Reduzida optimização de fluxos, quer numa lógica interna, quer no InboundOutbound, com base em ferramentas de AI optimizadoras de eficiência;
      • Visão pouco disruptiva da Supply-Chain (“sempre fizemos assim”), não questionando soluções promotoras de eficiência não tradicionais (subcontratação, lógicas as-a-service, compra/venda de elos da cadeia,…).

      Procurement

      • Inexistência de uma estratégia de Sourcing to Procurement alicerçada num conhecimento detalhado das compras da organização ("Qual o potencial de otimização das categorias de compras mais relevantes?”, “Qual o seu fator diferenciador: qualidade, custo ou disponibilidade?”), dificultando a previsão de consumos anuais e a negociação programada, impossibilitando ganhos de escala inerentes (até 20%);
      • Reduzida estruturação e otimização dos processos de compras (ex: acordos de quadro, RC/OC automáticas,…), resultando em excessivo trabalho manual e morosidade do processo (organizações de compras eficientes podem gerir volumes de compras 5x superiores a organizações ineficientes – até 25M€ / FTE – e os lead-times de procurement podem ser até 25% inferiores);
      • Inexistência de mecanismos efetivos de qualificação e avaliação dos fornecedores;
      • Desadequação de níveis de aprovação (~80% do esforço tipicamente associado a ~20% do valor de compras).

      Comercial

      • Processos comerciais e de marketing tipicamente não asseguram o adequado ritmo e pressão que potenciem o tráfego e conversão de clientes para objetivos de crescimento ambiciosos:
        • Processos pouco sistematizados e dependentes dos técnicos comerciais (sales funnel pouco utilizado), com ciclo de reuniões de acompanhamento efetuado de forma ad-hoc, o que resulta em diferenças de produtividade de vendas substanciais (até 10x);
        • Marketing orientado a ações táticas e sem Plano Estratégico definido (curto-médio prazo);
      • Incremento contínuo das tarefas administrativas (ascende a 40% do tempo total) alocadas a comerciais diminuem potencial de venda dos mesmos;
      • Desadequado custeio industrial, baseado em dados predominantemente teóricos e/ou não atualizados, impactando negativamente o pricing, o cálculo da margem, e as decisões de produtos/mercados a privilegiar.

      Áreas de Suporte

      • Existência de zonas cinzentas/de sobreposição/duplicação de funções, geradoras de ineficiência, resultantes do facto do foco principal da gestão se encontrar nas áreas core da organização;
      • Sobrecarga de elementos seniores com tarefas de reduzido valor acrescentado;
      • Reduzida automatização para tarefas repetitivas e simples, potenciando elevada alocação de recursos e níveis relevantes de lapsos/erros decorrentes de execução excessivamente manual;
      • Elevado risco de erro associado à utilização de softwares de gestão legacy, com carências de atualizações;
      • Inexistência de uma cultura de cliente interno, com níveis de serviço implementados e controlados;
      • Funções de Controlo pouco suportadas em mecanismos de análise e tratamento de Big Data/AI, permitindo um controlo mais detalhado, abrangente e eficiente.


      Visão KPMG sobre otimização de custos

      A visão da KPMG face à otimização de custos foca-se na melhoria da eficiência transversal ao longo da cadeia de valor, abrangendo quer a i) otimização do modelo de negócio da organização, quer a ii) racionalização da sua despesa corrente.

      Entendemos que, para desbloquear poupanças materiais e sustentáveis, um processo de otimização de custos deve, suportado numa compreensão estratégica da organização, abranger duas vertentes críticas: compreensão de objetivos e posicionamento estratégico, e melhoria da margem operacional (sustentável nos anos seguintes).


      I. Compreensão do posicionamento estratégico da organização

      Contexto de negócio e definição dos objetivos de negócio;

      Compreensão do Posicionamento Estratégico e ações previstas.

      II. Otimização do modelo de negócio

      Adequação da estrutura e dos serviços, alinhado com as best-practices;

      Excelência do Modelo de Funcionamento, com melhoria de produtividade e eficiência operacional.

      III. Racionalização da despesa corrente

      Racionalização de Custos Correntes;

      Otimização do Plano de Investimentos.

       


      …Devendo ser transversal à cadeia de valor para ter o maior impacto possível.


      Linha de produção que começa com transporte, log. inbound, produção, embalagem, expedição, transporte e vai para o cliente.

      A abordagem que propomos pressupõe seleccionar as áreas com maior potencial de melhoria, detalhando-se, seguidamente e já de modo focado, as acções e soluções a implementar, sendo as áreas operacionais parceiros críticos na sua definição e implementação.



      Conheça o serviço que dá apoio às empresas em decisões críticas e transformação digital. Explore os nossos serviços de consultoria estratégica.


      Temos uma solução para o seu desafio

      Descubra como a KPMG pode ajudá-lo e à sua empresa.