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      Estudo da KPMG “Technology & Telecommunications CEO Outlook” revela que 62% das telcos estão a investir em IA agêntica e a cibersegurança influencia 39% das decisões do setor, evidenciando a maior transformação da última década.

      Num momento em que o debate público em Portugal se concentra sobretudo na inteligência artificial enquanto fenómeno generalista, os dados do estudo da KPMG revelam que será no setor das telecomunicações que esta tecnologia terá um dos impactos mais profundos e imediatos. O estudo da KPMG “Technology & Telecommunications CEO Outlook” edição de 2025 mostra que os líderes empresariais do setor das telecomunicações estão entre aqueles que mais aceleram a integração de IA autónoma, a modernização das redes e a reorganização das equipas para enfrentarem a maior disrupção tecnológica da última década. Paralelamente, o setor enfrenta um cenário de elevada confiança no crescimento, forte pressão regulatória, objetivos ESG cada vez mais exigentes e a urgência de reforçar a resiliência digital face ao aumento dos riscos de cibersegurança.


      IA agêntica empurra telcos para a próxima fronteira digital

      As telecomunicações surgem como o setor onde a disrupção tecnológica tem maior impacto nas decisões de gestão, com 32% dos CEO a identificarem a disrupção tecnológica, e 33% a referirem a integração da IA como fatores determinantes.


      As empresas estão a enfrentar a necessidade premente de evoluir para redes inteligentes, automatizadas e orientadas por dados. A IA autónoma é capaz de tomar decisões autónomas, antecipar falhas, personalizar ofertas em tempo real e, redefinir a experiência do cliente e está a transformar as empresas de telecomunicações em verdadeiras empresas tecnológicas, reposicionando-as no centro da economia digital. As empresas que estão na vanguarda desta transformação serão mais competitivas e estarão em melhor posição para enfrentar os desafios do futuro.
      Diogo Eloi de Sousa

      Partner de Advisory e Head of Telcos

      KPMG em Portugal



      O estudo revela também que 66% dos CEO do setor das telecomunicações vão dedicar entre 10% e 20% do orçamento anual à IA, e que 62% dos líderes do setor acreditam que a IA autónoma terá um impacto "transformacional" nas suas organizações. Esta aceleração ocorre num contexto em que 84% dos CEO do setor das Tecnologias, dos Media e das Telecomunicações (TMT) esperam um retorno positivo do investimento em IA num prazo de até três anos, sendo que 22% esperam obtê-lo já no primeiro ano. 

      Além disso, as empresas de telecomunicações lideram a realocação de equipas para funções habilitadas por IA (67%, face a 58% na tecnologia), enquanto enfrentam a maior escassez de talento especializado, com 45% dos CEO a afirmarem que a falta de competências técnicas limita a adoção da IA.


      As telcos redefinem as suas prioridades estratégicas

      A cibersegurança continua a ser o fator que mais condiciona as decisões a curto prazo do setor (39%), reforçando a necessidade de infraestruturas robustas, redes resilientes e modelos de governação que antecipem riscos emergentes, como os deepfakes, o ransomware e a futura encriptação quântica. 

      Em simultâneo, o setor das telecomunicações manifesta um apetite crescente por crescimento inorgânico: 43% dos CEO revelam uma elevada predisposição para fusões e aquisições transformacionais, não apenas para adquirir clientes, mas sobretudo incorporar talento e infraestruturas de IA, refletindo a sua aposta na transformação em empresas de tecnologia com maior capacidade competitiva e escalabilidade. 

      Pessoas reunidas num escritório no edificío em vidro

      Apesar de ser um tema menos visível mediaticamente, o pilar ESG ganha nova relevância num setor altamente regulamentado e com um consumo energético intensivo. 53% dos CEO do setor das TMT dão prioridade à compliance e ao reporte em ESG, mas apenas 25% integram os custos e o ROI da sustentabilidade em todas as decisões de investimento, o que representa uma oportunidade ainda pouco explorada para as empresas de telecomunicações que procuram eficiência energética e redes mais sustentáveis. 

      Num país onde a expansão do 5G, a emergência de grandes centros de dados e o investimento maciço em infraestruturas digitais se cruzam com a rápida evolução da IA, o setor das telecomunicações tem atualmente um protagonismo que ainda não se reflete nos Media. Os dados da KPMG revelam um setor confiante, em crescimento e no epicentro da próxima vaga de transformação tecnológica. As empresas de telecomunicações não se limitam a modernizar as redes; estão a transformar-se estruturalmente, criando modelos de negócio, elevando o nível de segurança digital e reposicionando Portugal no mapa europeu da inovação tecnológica.


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      KPMG 2025 Technology & Telecommunications (EN)

      CEO Outlook

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