De acordo com um outro estudo para este mesmo setor – o Banking Technology Survey edição de 2025 – 74% dos executivos bancários afirmam que pensam em expandir as suas redes de parceiros nos próximos um a três anos, e mais de metade está a explorar novos tipos de alianças para acelerar a inovação, ganhar escala e chegar a novos segmentos de clientes.
Embora a utilização da Inteligência Artificial na banca esteja hoje concentrada, sobretudo, em tarefas de back-office – como, por exemplo, na automação de processos, na deteção de fraude, na monitorização de compliance e na previsão financeira – o Banking Technology Survey mostra que 70% dos líderes bancários nos Estados Unidos, já reportam poupanças significativas de custos resultantes da implementação desta tecnologia nos seus ecossistemas.
A KPMG alerta, contudo, que o verdadeiro potencial está ainda por concretizar, sendo por isso necessário trazer a Inteligência Artificial para a área de front-office, por forma a melhorar a experiência do cliente e desenvolver novos produtos e serviços.
Uma das áreas onde a mudança será mais visível é ao nível dos pagamentos. Atualmente, e segundo o relatório Alliance or obsolescence: How banks can win with an AI-driven ecosystem, apenas 6% dos bancos utilizam soluções de pagamento baseadas nesta tecnologia, mas este valor deverá chegar aos 58% no espaço de um ano. Esta tendência surge num contexto em que as empresas tecnológicas e os grandes retalhistas estão a entrar no espaço financeiro, oferecendo experiências digitais integradas e altamente convenientes.
Do lado dos clientes, há também recetividade para esta transformação: segundo o estudo em análise, 54% dos consumidores afirmam que gostariam que o seu banco utilizasse os seus dados para lhes oferecer experiências mais personalizadas, desde recomendações de produtos até à prestação de um apoio mais proativo e focado na gestão financeira. Para a KPMG, esta realidade reforça a necessidade de investir em ferramentas de personalização suportadas em Inteligência Artificial e em parcerias que tragam dados, modelos e capacidades analíticas mais avançadas.
Em paralelo, a KPMG alerta para a necessidade de equilibrar a inovação e gestão de risco, destacando cinco prioridades no seu estudo: (i) reforçar a gestão de risco de terceiros, (ii) alinhar práticas de cibersegurança com parceiros, (iii) melhorar a governação e qualidade dos dados, (iv) acompanhar de perto a evolução regulatória (incluindo o novo enquadramento europeu em matéria de Inteligência Artificial), e (v) estabelecer protocolos de compliance e de auditoria específicos para sistemas baseados nesta tecnologia.