Saltar para conteúdo principal


      Alterações climáticas em Portugal: um alerta para a importância de práticas ESG no seu negócio.

      As alterações climáticas são hoje um dos maiores desafios globais, com um impacto crescente na economia, na estabilidade social e no modelo de desenvolvimento das nações.

      Portugal está entre os países europeus mais expostos a fenómenos climáticos extremos. Secas prolongadas, incêndios rurais, tempestades intensas e erosão costeira já não são eventos excecionais, são uma nova realidade.





      De acordo com dados da Agência Portuguesa do Ambiente, Portugal enfrenta:


      • Um aumento da frequência e intensidade de ondas de calor;
      • Uma redução da precipitação anual no Sul;
      • Uma maior probabilidade de incêndios rurais;
      • Uma subida do nível médio das águas do mar em zonas costeiras;
      • Uma maior incidência de fenómenos meteorológicos extremos.

      Esta realidade coloca desafios significativos às empresas e às instituições públicas. A exposição ao risco climático tende a impactar cadeias de abastecimento, infraestruturas críticas, custos de financiamento e requisitos regulatórios. Esta conjuntura obriga, por sua vez, a uma rápida adaptação estratégica por parte das empresas, centrada em dois eixos principais: inovação e investimento em modelos ESG de gestão de risco mais resilientes e sustentáveis.


      As tempestades de 2026 mostram que a resiliência climática deixou de ser opcional.

      Infelizmente, Portugal assistiu nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 a eventos climáticos extremos sem precedência nas últimas décadas. A destruição de infraestruturas públicas de energia e comunicações e a dificuldade de circulação, aliada à destruição de ativos corporativos, provocou perdas significativas para os cidadãos e para as empresas, quer por danos nos seus ativos, quer por severas perdas de exploração pelas fortes limitações às suas operações.

      Os eventos extremos que atingiram Portugal reforçaram uma realidade incontornável: as empresas precisam de compreender e gerir os seus riscos climáticos físicos e de transição, de forma estruturada, estratégica, avaliando a resiliência dos atuais planos de contingência e continuidade de negócio da sua organização a estes eventos.
      Foto de Pedro Cruz

      Pedro Cruz

      Partner de ESG

      KPMG em Portugal



      Lições a retirar da tempestade em Portugal:

      Os recentes eventos extremos, que afetaram várias regiões do país, deixaram alguns ensinamentos claros:


      • Infraestruturas críticas continuam vulneráveis

        Transportes, energia e telecomunicações sofreram disrupções significativas.

      • As cadeias de abastecimento não estão preparadas para eventos extremos consecutivos
      • O risco climático converteu-se num risco financeiro

        Aumento de prémios de seguro, perdas operacionais e impacto reputacional.

      • O impacto não é apenas ambiental, é também económico e social
      • Empresas com planos de continuidade resilientes recuperam mais rápida e facilmente
      • A antecipação vale mais do que a reação
      • A liderança das empresas e do país tem de assumir o tema como prioridade estratégica
      • A governação ESG passou de opcional a mandatória
      • Os investidores exigem transparência sobre a exposição climática
      • A adaptação é tão importante quanto a mitigação


      Impacto Financeiro

      O que está em causa?


      • Aumento do custo de capital para empresas com elevada exposição climática;
      • Maior escrutínio por parte de investidores;
      • Pressão regulatória crescente na União Europeia;
      • Requisitos de reporte mais detalhados.

      Organizações que antecipam estes riscos transformam compliance em vantagem competitiva.



      Num contexto em que a União Europeia reforça metas de descarbonização e transparência ESG, compreender o impacto das alterações climáticas em Portugal deixou de ser uma questão ambiental. É uma prioridade estratégica e económica no âmbito empresarial.

      A forma como as organizações antecipam, avaliam e respondem a estes riscos será determinante para definir a sua competitividade nos anos vindouros.

      Na iminência de um desastre climático, como pode uma empresa precaver-se, de modo a minimizar riscos?

      • Avaliar Exposição Física ao Risco

        Mapear ativos, operações e cadeias de valor em zonas vulneráveis.

      • Integrar o Risco Climático na Estratégia

        Não é apenas um tema de sustentabilidade, é um tema de estratégia corporativa.

      • Reforçar Planos de Continuidade de Negócio

        Simulações e cenários de eventos extremos.

      • Preparar-se para Requisitos Regulamentares

        Nomeadamente:

        • Diretiva CSRD;
        • Taxonomia Europeia;
        • Expectativas do Banco Central Europeu.
      • Investir em Resiliência e Transição

        Eficiência energética, diversificação de fornecedores e soluções baseadas na natureza.



      Na KPMG Portugal apoiamos as organizações na:

      • Avaliação de riscos (físicos e de transição) e oportunidades climáticas;
      • Integração de ESG na estratégia;
      • Implementação de frameworks de reporte;
      • Desenvolvimento de planos de adaptação e mitigação climática;
      • Captação de financiamento "verde".


      Saiba mais sobre os nossos serviços e outros insights ESG

      Soluções ESG para integrar impacto ambiental, social e de governance na sua estratégia. Descubra como criar valor sustentável.

      Fique a par das práticas e estratégias ESG com os especialistas da KPMG. Veja como pode integrar a sustentabilidade no seu negócio.


      Temos uma solução para o seu desafio

      Descubra como a KPMG pode ajudá-lo e à sua empresa.