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      A KPMG esteve presente na COP30, a conferência mundial sobre alterações climáticas, que reúne líderes internacionais, decisores políticos, empresas inovadoras e especialistas em sustentabilidade. Este foi um momento crucial para discutir soluções concretas que acelerem a transição para um futuro mais sustentável e resiliente.


      COP30: Um marco global na luta contra as alterações climáticas

      A COP30 representou um ponto de viragem na ação climática global. O evento coincidiu com o 10.º aniversário do Acordo de Paris marcando a contagem decrescente para 2030 – um marco essencial rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à neutralidade carbónica até 2050.

      Pela primeira vez, o evento aconteceu na Amazónia, região que alberga 60% da maior floresta tropical intacta do planeta e que desempenha um papel vital na preservação da biodiversidade e na regulação climática.

      Num contexto de crescente crise climática e de desafios geopolíticos complexos, a KPMG reforçou o seu compromisso em apoiar empresas e governos na identificação e mitigação de riscos ambientais, promovendo modelos de negócio mais responsáveis e preparados para as mudanças climáticas e impactos ambientais.

      Todas as organizações têm um papel a desempenhar. Na KPMG, trabalhamos lado a lado com os nossos clientes para transformar compromissos em ação concreta, contribuindo para uma economia global mais verde, justa e sustentável.


      Highlights da COP30

      A COP30 da “verdade”, que quer tornar a esperança na realidade climática.


      Realizada em Belém, no coração da Amazónia, a COP30 abriu as portas ao mundo no dia 10 de novembro de 2025 com o objetivo de transformar promessas em ações concretas. A agenda inicial centrou-se em três pontos: triplicar o financiamento climático até 2035, eliminar progressivamente os combustíveis fósseis e inovar no combate aos impactos climáticos.

      Apesar da ausência dos líderes dos EUA, China e Índia – os países que mais poluem globalmente – e das manifestações de ativistas que exigem medidas concretas, a cimeira começou com um clima de otimismo devido à aprovação por consenso da agenda de trabalho. Simon Stiell, Secretário Executivo das Alterações Climáticas da ONU, apelou à unidade, sublinhando que compromissos nacionais isolados não bastam para reduzir as emissões poluentes.


      Primeira Semana COP30

      Principais compromissos da primeira semana:

      • No encontro de líderes internacionais, na antecâmara da COP30, foram angariados 5,5 biliões de dólares para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Neste evento nasceram ainda compromissos coletivos sobre o direito da posse da terra por povos indígenas, a quadruplicação da produção de combustíveis sustentáveis ou o alinhamento das metas climáticas com o combate à fome e pobreza.
      • A tecnologia e a IA têm também sido temas de discussão desde o primeiro dia. Foi anunciado o lançamento da “Green Digital Action Hub”, uma plataforma que pretende auxiliar 82 países com soluções tecnológicas para o clima.
      • O Fundo de Perdas e Danos foi operacionalizado na abertura da cimeira e conta com 250 milhões de dólares em pedidos de projetos.
      • Dez bancos multilaterais de desenvolvimento anunciaram um compromisso conjunto para ampliar o financiamento destinado a ajudar países em desenvolvimento na adaptação às alterações climáticas. A expectativa é direcionar 185 biliões de dólares a uma combinação de projetos de adaptação e mitigação nos próximos cinco anos.
      • Representantes da Alemanha e de Espanha revelaram que os países vão investir mais de 85 milhões de euros no programa de financiamento climático ARISE. O propósito é impulsionar projetos que aceleram soluções inovadoras para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
      • Portugal anunciou o financiamento em 1,5 milhões de euros para um programa de transparência de políticas climáticas destinadas aos países lusófonos. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou ainda a mobilização de 1 milhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais.
      • A ONU lançou um plano de arrefecimento sustentável para combater o calor extremo, que poderá reduzir em 64% as emissões de gases poluentes até 2050.
      • A 13 de novembro, um grupo de 12 países assinou a Declaração da Integridade da Informação sobre Mudanças Climáticas. O documento pretende enfrentar conteúdos falsos na internet e pôr termo a ataques contra cientistas, pesquisadores e jornalistas ambientais.

      Lado a lado com estes compromissos, a COP30 tem também sido, como habitual, um espaço para a divulgação de estudos que abordam as mudanças climáticas:

      • A Agência Internacional de Energia apresentou o “World Energy Outlook”, onde ficou demonstrado que vão ser construídas mais fontes de energia renovável nos próximos dez anos do que nos últimos quarenta.
      • A Amnistia Internacional indica que um quarto da população mundial habita a menos de cinco quilómetros de projetos de exploração de combustíveis fósseis, o que pode estar a prejudicar a saúde a mais de dois biliões de pessoas.

      Depois de uma primeira semana marcada por um clima efervescente em torno da COP30 – com manifestações e uma marcante tensão geopolítica, a cimeira mundial do clima já assentou várias questões de real importância no combate às alterações climáticas. A expectativa para a segunda semana da COP30 é que outros assuntos sejam desbloqueados e que a maior ambição pretendida para esta cimeira seja capitalizada até ao dia 21 de novembro.


      Segunda Semana COP30


      A COP30 chegou ao fim. Foi um momento que marcou a celebração de acordos com muita importância e, foram ainda divulgados vários estudos que demonstram a subsistência de vários fatores e comportamentos humanos que continuam a colocar em risco o meio ambiente.

      Face a estas adversidades que continuam a alimentar a crise climática, o texto final da conferência climática da ONU ficou aquém das expectativas de centenas de países, principalmente daqueles que já sentem com maior intensidade os efeitos das alterações climáticas.


      Na segunda semana da COP30 destacam-se os seguintes desenvolvimentos:

      • Não foi efetuada qualquer referência no acordo final a uma estratégia que implemente o fim dos combustíveis fósseis. Os países que mais exploram estes recursos naturais desempenharam um papel fundamental como forças de bloqueio.
      • No entanto, 90 países comprometeram-se com um acordo voluntário para desenvolver roteiros de transição energética de forma a abandonar os combustíveis fósseis.
      • Todos os países concordaram com um “Mecanismo de Transição Justa”, mas sem qualquer financiamento associado por agora.
      • A Turquia será a anfitriã da COP31, mas a Austrália vai ser responsável por liderar as negociações.
      • Portugal vai contribuir com um 1 milhão de euros para o Fundo de Adaptação de Alterações Climáticas e com 1 milhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais.
      • Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostrou que as emissões de metano, um gás com efeito de estufa extremamente potente, continuam a aumentar, embora a um ritmo ligeiramente mais lento do que antes.
      • A Coreia do Sul juntou-se a um grupo de 60 países que comprometeram-se a afastar-se da utilização do carvão.

      A KPMG vai continuar a acompanhar as principais questões ambientais, em conformidade com o nosso modelo ESG implementado na nossa organização. Fique a conhecer também os serviços que disponibilizamos nesta área e as nossas equipas especializadas que poderão ajudar a sua empresa a implementar estratégias de ESG de valor acrescentado.


      A KPMG Portugal continuará a apoiar empresas e instituições na implementação de estratégias que combinem sustentabilidade, inovação e impacto positivo.


      Foto Pedro Cruz
      Pedro Cruz

      Partner de ESG

      KPMG em Portugal

      COP30

      O que esperar desta conferência no Brasil.

      COP30

      O que foi a agenda da KPMG na COP 30

      Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP30), os líderes de ESG da KPMG concentraram-se nas áreas que mais impactaram os seus clientes e a sociedade. O objetivo foi partilhar conhecimento, inspirar a inovação e criar oportunidades que impulsionassem a transição para um futuro sustentável.

      O foco da nossa participação esteve em seis áreas estratégicas:


      A convergência entre IA e transição energética tornou-se um tema central na economia e na geopolítica global. A KPMG explora como a inovação tecnológica pode reduzir emissões, aumentar a eficiência energética e apoiar o desenvolvimento sustentável.

      Planos de transição climática credíveis e transparentes são essenciais para aumentar a resiliência empresarial e criar valor a longo prazo. A KPMG apoia organizações na definição de estratégias integradas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

      A integração dos riscos e oportunidades climáticas nas avaliações financeiras é fundamental para garantir decisões de investimento responsáveis. A KPMG ajuda as empresas a alinhar as suas práticas financeiras com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as políticas de transição verde.

      Construir resiliência é proteger pessoas, negócios e comunidades. A adaptação às mudanças climáticas permite mitigar riscos, reduzir custos e criar oportunidades sustentáveis de crescimento.

      A biodiversidade é um dos pilares da sustentabilidade e uma alavanca essencial nos planos de transição climática. A KPMG colabora com empresas para promover a conservação da natureza e o acesso a financiamento sustentável.

      A crise climática é também uma crise de saúde pública. Ao integrar esta dimensão nas estratégias de sustentabilidade, as organizações podem contribuir para um planeta mais saudável e equitativo.


      Para conhecer em detalhe a participação da KPMG no evento, consulte a agenda abaixo.


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      Explore o programa da KPMG na COP30

      Saiba mais sobre o programa e o compromisso da KPMG em promover a colaboração no setor, compreender as questões globais e defender iniciativas para acelerar a transformação.



      A KPMG apoia empresas na gestão de riscos climáticos, contribuindo para um futuro mais resiliente. Saiba mais sobre este serviço.

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      Datas: 10 a 21 de novembro de 2025 Local: Belém, Brasil
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