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      Os CEOs apoiam o crescimento à medida que as lacunas de cibersegurança, de IA e de talentos reformulam as decisões de investimento

      A 12ª edição da publicação KPMG CEO Outlook revela uma grande lacuna entre as perspectivas dos CEOs em relação aos seus próprios negócios e à economia global. A confiança nas perspectivas de crescimento de três anos de suas organizações aumentou de 79% em 2025 para 84%, enquanto a confiança na economia global caiu de 68% para 65%, o nível mais baixo desde 2021. As expectativas de ganhos também se fortaleceram: 68% preveem um crescimento anual de pelo menos 2,5%, em comparação com 61% em 2025. As constatações sugerem que os CEOs acreditam que podem continuar a proporcionar crescimento dentro de suas empresas a despeito de um ambiente externo menos determinado, mas 79% sentem-se mais pressionados a garantir a prosperidade a longo prazo de suas organizações.

      A confiança no crescimento está sendo testada por um ambiente de riscos em mudança, com a cibersegurança e a segurança de dados sendo agora as principais ameaças ao crescimento. Em resposta, 45% dos CEOs disseram que planejam aumentar os investimentos em resiliência ao risco cibernético e digital nos próximos três anos, tornando-a a principal área de investimento. A inteligência artificial (IA) apresenta uma tensão semelhante entre ambição e entrega. Ela permanece no topo das prioridades de investimento para 79% dos CEOs, em comparação com os 71% em 2025, e 66% acreditam que suas organizações estão caminhando no ritmo certo ou à frente da curva. No entanto, os desafios de implementação que eles avaliam mais alto (desafios éticos, cibersegurança, custo e soberania de dados) mostram o quanto transformar esse investimento em valor depende da governança e da prontidão operacional.

      À medida que buscam o crescimento, os CEOs focam em abordar as lacunas de qualificação em suas equipes de profissionais e em realizar treinamentos para que elas trabalhem com IA, suas duas principais preocupações em relação aos talentos. O investimento contínuo no aprimoramento e na requalificação de profissionais, o oferecimento de treinamento específico a cada função sobre como a IA pode auxiliar as pessoas em suas atividades e uma comunicação aberta sobre os impactos desta tecnologia serão fundamentais para preparar as equipes para o futuro.

      A sustentabilidade está se aprofundando na estratégia: 63% dos CEOs descrevem sua principal resposta ao longo do último ano como a sua incorporação mais aprofundada, e 70% ponderam seus custos e retornos em pelo menos algumas decisões de investimento. A IA está em ambos os lados dessa agenda. Cerca de oito em cada dez CEOs acreditam que o tema pode prestar suporte às prioridades climáticas, mas 95% concordam que existe uma preocupação em todas as suas organizações acerca do impacto ambiental de forma mais ampla.

      Em todas as constatações, as decisões que moldam o crescimento se sobrepõem cada vez mais.


      KPMG 2026 Global CEO Outlook

      KPMG 2026 Global CEO Outlook

      Sumário Executivo.

      KPMG 2026 Global CEO Outlook

      KPMG 2026 Global CEO Outlook

      Start the conversation. 

      Os CEOs estão enfrentando desafios que vão desde os riscos de cibersegurança e as pressões regulatórias até o impacto da IA no modo como trabalhamos. Eles também enfrentam questões globais mais amplas, como incerteza econômica e instabilidade geopolítica. Está claro que os líderes estão enfrentando essa situação de frente, investindo em tecnologia, reforçando as competências dos profissionais e posicionando suas organizações para o crescimento de longo prazo.

      O ritmo da mudança permanece significativo, mas a publicação KPMG 2026 CEO Outlook mostra que os líderes empresariais estão abordando esse desafio com confiança e com um claro foco nas oportunidades que estão por vir.
      Gary Wingrove

      Chairman global & CEO

      da KPMG

      Perspectivas econômicas

      A cibersegurança lidera uma agenda de riscos sobrecarregada


      A confiança dos CEOs em suas próprias empresas acompanha uma perspectiva externa exigente. A cibersegurança e a segurança de dados são citadas como as ameaças mais comuns ao crescimento, mencionadas por 31% dos respondentes. Em seguida, está a incerteza econômica global, mencionada por 28% e a instabilidade geopolítica e a pressão regulatória, mencionadas por 26%.

      Apenas cinco pontos percentuais separam esses riscos, com a resiliência da cadeia de suprimentos logo atrás, mencionada por 24% dos respondentes. Os CEOs estão se preparando para várias fontes de disrupção, em vez de organizarem sua resposta em torno de uma preocupação primordial.


      As prioridades de investimento refletem essa gama de pressões. A cibersegurança e a resiliência ao risco digital são as áreas com mais frequência mencionadas em relação ao aumento dos investimentos para mitigação dos riscos aos negócios, citadas por 45% dos executivos. Compliance regulatório, preparação e divulgação de informações vêm em seguida, mencionados por 36% dos respondentes, com a integração da IA às operações e aos fluxos de trabalho citadas por 32% dos executivos.

      A maioria dos CEOs mantém seu atual apetite por riscos, mencionado por 61% dos executivos. Já 16% deles estão assumindo mais riscos para capturar oportunidades, 17% estão se mostrando mais cautelosos e 6% estão priorizando a mitigação de riscos em vez de novas oportunidades.

      A cibersegurança proporciona a conexão mais clara entre o risco e a resposta. Essa é a principal ameaça ao crescimento, a principal área de aumento de gastos com mitigação de riscos e um dos desafios de implementação de IA mais altos classificados pelos CEOs. Isso destaca o papel da resiliência no suporte tanto ao crescimento quanto à adoção de tecnologia.


      Tecnologia e IA

      Os CEOs apoiam a IA, mas a ética, a segurança e os custos moldam os resultados


      A IA está firmemente incorporada aos planos de investimento dos CEOs. Entre os respondentes, 79% dizem que ela continua sendo uma prioridade máxima nos próximos três anos, em comparação com os 71% em 2025. A confiança também está alta: 66% acreditam que suas organizações estejam caminhando no ritmo certo ou à frente da curva. Outros 29% estão cautelosamente otimistas, enquanto aproximadamente 5% estão enfrentando dificuldades ou estão incertos sobre a tecnologia. Aproximadamente três quartos dos CEOs (72%) esperam gastar mais de 10% de seu orçamento com IA no próximo ano.

      Com o comprometimento e a confiança do investimento em alta, a pergunta mais imediata é como implementar a IA e otimizar o valor. Os desafios éticos1 são geralmente classificados como muito ou principalmente desafiadores, mencionados por 57% dos respondentes. A segurança cibernética vem em seguida, citada por 52% dos executivos, custos, mencionada por 51%, e requisitos de soberania de dados, citada por 50%. Quando analisados em conjunto, esses resultados sugerem que a confiança, a segurança, os controles incorporados e a capacidade técnica estão se tornando considerações importantes na pauta da IA.

      A governança e a regulamentação são fundamentais para esse trabalho. Entre os CEOs, 59% dizem que a IA e a soberania de dados estão estimulando uma maior atenção à governança e aos controles internos de dados. Sessenta e seis por cento dos executivos esperam que o ritmo da regulamentação da IA represente uma barreira ao sucesso organizacional. Para as empresas que operam internacionalmente, o desafio é escalar a IA enquanto requisitos variados continuam a se desenvolver e a diferir entre os mercados.

      O ambiente tecnológico mais amplo também está se tornando mais importante. Mais de oito em cada dez executivos esperam que os custos de integração da IA, os crimes cibernéticos e a infraestrutura tecnológica afetem o crescimento organizacional nos próximos três anos, todos notavelmente mais altos do que em 2025.

      Os retornos são esperados no médio prazo: 71% dos CEOs preveem alcançar um retorno dentro de um a três anos, enquanto 17% deles esperam por esse retorno dentro de 12 meses.


      O desafio para os CEOs é transformar o investimento em IA em valor. Isso significa abordar a ética, a cibersegurança, os custos e a governança de dados desde o início, ao mesmo tempo em que dá às pessoas as habilidades e as ferramentas de que precisam para alavancar a tecnologia de forma eficaz. As organizações que incorporam e abordam essas considerações em suas bases de governança poderão estar mais bem posicionadas para escalar a IA de forma eficaz e responsável.
      Lisa Heneghan

      Chief Digital Officer global

      da KPMG


      Talentos

      O número de profissionais continua aumentando, mas a qualificação é o desafio das equipes


      Entre os CEOs, 89% esperam que o número de profissionais em suas organizações aumente nos próximos três anos, embora 62% acreditem que esse aumento será inferior a 5% sobre o total. Para apoiar esse crescimento, os CEOs estão focados no desenvolvimento das habilidades e das competências que suas organizações precisarão no futuro. As disparidades de habilidades são consideradas um desafio significativo para as equipes, identificado por 56% dos executivos. O aprimoramento das habilidades e o treinamento dos profissionais em sistemas de IA vêm em seguida, mencionado por 52% dos respondentes, com a atração e retenção de talentos mencionadas por 47%.


      A resistência das equipes está próxima ao último lugar entre os desafios de implementação da IA, com 26% dos executivos classificando este critério como muito ou principalmente desafiador. Os CEOs estão respondendo por meio de comunicação e desenvolvimento. Nos próximos 12 meses, 51% deles planejam se comunicar abertamente sobre o efeito da IA em relação às funções, 46% planejam programas de requalificação e aprimoramento das habilidades, e a mesma proporção planeja treinamentos customizados sobre como a IA pode apoiar as pessoas em suas atividades.


      À medida que a IA continua a remodelar os empregos e as formas de trabalho, a prioridade para os CEOs é desenvolver equipes com as habilidades e a capacidade de adaptação para ter sucesso ao lado das novas tecnologias. Isso significa investir em aprendizado contínuo, construir confiança por meio de uma comunicação clara e ajudar as pessoas a combinar a IA com expertise, julgamento e experiência humanos para criar valor de novas maneiras.
      Colm Gorman

      Sócio-líder global de Pessoas

      da KPMG


      Sustentabilidade

      Os CEOs incorporam a sustentabilidade de forma mais profunda à estratégia


      A maioria dos CEOs diz que os recentes desenvolvimentos geopolíticos e pressões internas aproximaram a sustentabilidade da estratégia de negócio central. Entre eles, 63% descrevem sua principal resposta ao longo do último ano como a integração mais profunda da sustentabilidade. Outros 21% estão redirecionando o foco para as questões mais críticas para o negócio, enquanto 14% estão ampliando seus esforços.

      A sustentabilidade também está presente na alocação de capital. Entre os respondentes, 70% consideram os custos e os potenciais retornos das iniciativas de sustentabilidade em pelo menos algumas decisões de investimento, incluindo 29% que fazem isso em todas as grandes decisões de capital.

      A implementação continua sendo um desafio. Entre os executivos, 91% afirmam que as diferenças nas regulamentações e nas expectativas relacionadas à sustentabilidade entre os diversos mercados criam desafios significativos ou moderados. Os principais obstáculos para alcançar o net zero (emissões líquidas zero) ou metas climáticas semelhantes são: a descarbonização das cadeias de suprimentos, citada por 22% dos entrevistados; a falta de consistência regulatória entre diferentes países, apontada por 20%; os custos, mencionados por 16%; e a escassez de competências e conhecimentos especializados, indicada por 15%.

      A IA aumenta a tensão. Os CEOs veem um potencial significativo para que a tecnologia apoie prioridades relacionadas ao clima e à sustentabilidade; contudo, 95% concordam que existe, em toda a organização, uma preocupação quanto ao amplo impacto ambiental decorrente do aumento do uso de IA.



      A obtenção de energia constitui uma parte relacionada, porém distinta, dos planos dos CEOs. Nos próximos três a cinco anos, 49% esperam que sua estratégia principal se concentre na diversificação do suprimento externo por meio de energia renovável ou de menor emissão de carbono. Entre os respondentes, 37% pretendem focar, prioritariamente, na redução da demanda por meio da eficiência, enquanto 13% planejam incorporar uma capacidade própria de geração, armazenamento ou reserva de energia.


      À medida que os CEOs lidam com pressões cada vez maiores em cadeias de suprimentos, energia e regulamentação, a sustentabilidade está tornando-se cada vez mais incorporada às decisões de estratégia e investimento. Ao mesmo tempo, as organizações estão se adaptando a um mundo orientado por IA. Embora a IA tenha o potencial de acelerar o progresso da sustentabilidade, a adoção responsável requer um entendimento claro de sua pegada ambiental para garantir que seus benefícios apoiem os objetivos climáticos.
      Gauthier Acket

      Sócio-líder global de Sustentabilidade

      da KPMG



      O teste de 2026: transformando confiança e investimento em valor duradouro

      As conclusões descrevem os CEOs como dispostos a apoiar seus negócios, mas o crescimento depende, cada vez mais, de fatores que vão além da alocação de capital. A resiliência cibernética influencia tanto a gestão de riscos quanto a implementação da IA. O planejamento das equipes depende da superação de lacunas de competências. A sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia e à alocação de capital, ao passo que as decisões relacionadas à energia compõem o planejamento operacional dos CEOs.

      Essas prioridades interagem entre si. A expansão responsável da IA pode exigir medidas adequadas de segurança, governança e capacitação dos profissionais. Ampliar o uso da tecnologia traz questões como custos de infraestrutura e consumo de energia para o centro das decisões de negócios. As metas de sustentabilidade dependem de decisões práticas relacionadas às cadeias de suprimentos, regulamentação e capital. Uma abordagem mais integrada pode ajudar as organizações a identificar eventuais lacunas entre suas ambições e os resultados efetivamente entregues.

      O grande desafio para os CEOs em 2026 será garantir que essas decisões se reforcem mutuamente. Isso exige uma visão compartilhada de valor e uma clara definição de responsabilidades em áreas como estratégia, tecnologia, riscos, gestão de pessoas e sustentabilidade.

      As organizações estarão em uma posição mais favorável para buscar o crescimento quando conseguirem conectar essas decisões e desenvolver as capacidades necessárias para concretizá-las.



      Ouça as perspectivas dos líderes da KPMG


      Metodologia

      Sobre o KPMG 2026 CEO Outlook da KPMG

      A 12ª edição da publicação KPMG CEO Outlook, realizada com 1.400 CEOs entre 11 de agosto e 21 de setembro de 2026, proporciona insights únicos sobre o enfoque, as estratégias e as táticas de planejamento dos CEOs.

      Todos os respondentes lideram empresas com receitas anuais acima de US$ 500 milhões, e um terço das empresas pesquisadas tem mais de US$ 10 bilhões em receitas anuais. A pesquisa incluiu CEOs de 12 países e territórios (Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos) e de 13 setores industriais (gestão de ativos, automotivo, bancário, consumo e varejo, energia, saúde, infraestrutura, seguros, life sciences, indústria, tecnologia, mídia e telecomunicações).

      Observação: alguns números podem não somar até 100 por cento devido ao arredondamento.


      1 A definição apresentada aos CEOs para desafios éticos incluiu considerações como confiança, viés nos conjuntos de dados, privacidade, responsabilidade, transparência, propriedade intelectual e desinformação.