Ninguém duvida que o uso cada vez mais intensivo das ferramentas de inteligência artificial (IA) está transformando o mundo, os negócios e as relações humanas. Olhando para o varejo, percebemos que a tecnologia desperta dois sentimentos contraditórios: por um lado, o entusiasmo de quem enxerga na IA um motor de transformação; por outro, o ceticismo de quem já se frustrou com tecnologias que prometiam muito e entregavam pouco.
O debate deixou de ser “se” a IA mudará o setor: a questão agora é como, quando e quem conseguirá transformar potencial em resultado concreto.
O recorte para o consumo e varejo da pesquisa global “KPMG 2025 CEO Outlook” indica que 64% dos executivos do setor já tratam a IA como prioridade de investimento. Contudo, muitos deles admitem que os ganhos percebidos ainda são modestos e que encontrar o uso certo para a tecnologia continua sendo um desafio estratégico. É a clássica encruzilhada entre expectativa e impacto.