Destaques
O mercado brasileiro de fusões e aquisições (mergers and acquistions - M&A) registrou, entre julho e setembro, 425 operações, sendo 203 ligadas a private equity e venture capital (PE/VC). Foi o melhor trimestre de 2025, superando o desempenho do primeiro (330) e do segundo trimestres (409).
No acumulado de janeiro a setembro, foram 1.164 operações, queda leve de 2,6% frente às 1.196 registradas no mesmo período de 2024.
Os números indicam um ambiente de estabilidade, apesar do cenário fiscal e das taxas de juros elevadas. O levantamento abrange 43 setores da economia brasileira, reforçando a consistência da evolução registrada.
Destaque
- 425 operações no terceiro trimestre – melhor resultado de 2025.
- -2,6% de variação no acumulado do ano vs. 2024.
- +13% de crescimento nas transações com private equity e venture capital.
- 727 operações domésticas (empresas brasileiras comprando brasileiras).
- 93 operações de brasileiros adquirindo empresas no exterior.
O cenário acumulado aponta estabilidade em 2025?
De janeiro a setembro, foram concretizadas 1.164 operações de fusões e aquisições (M&A) no Brasil, uma leve queda de 2,6% em comparação ao mesmo intervalo de 2024, quando ocorreram 1.196 transações.
A redução pequena indica um cenário de estabilidade, mesmo diante de pressões macroeconômicas e fiscais que ajustaram o ritmo de recuperação.
Destaque
- No acumulado de 2025, o destaque positivo vem dos fundos de investimento: foram 566 operações de PE/VC, equivalentes a 48,6% do total, contra 497 (41,6%) no ano anterior — aumento superior a 13% na participação dessas transações.
As operações domésticas continuam crescendo?
Sim, essas operações permanecem crescendo. O levantamento mostra a força das transações internas. Das 1.164 realizadas no ano:
- 727 foram operações domésticas.
- 301 foram estrangeiros comprando empresas brasileiras (CB1).
- 93 foram brasileiros adquirindo empresas no exterior (CB2).
- 17 envolveram brasileiros comprando empresas de estrangeiros no Brasil (CB3).
- 14 foram estrangeiros adquirindo empresas de estrangeiros no Brasil (CB4).
- 12 foram estrangeiros comprando empresas de brasileiros no exterior (CB5).
O perfil doméstico reforça a relevância da consolidação setorial e das estratégias de reposicionamento competitivo dentro do mercado brasileiro.
Quais setores mais se destacaram nas fusões e aquisições?
Os setores com maior volume de transações entre janeiro e setembro foram:
- Tecnologia da Informação – 415 operações (278 com PE/VC).
- Instituições financeiras – 143 (91 com PE/VC).
- Internet – 91 (56 com PE/VC).
- Alimentos, bebidas e fumo – 38 (8 com PE/VC).
- Energia – 34 (7 com PE/VC).
- Serviços para empresas – 34 (5 com PE/VC).
O protagonismo dos setores de tecnologia e serviços reforça a tendência de mercado em direção a modelos digitais, escaláveis e orientados a dados.
Qual foi o perfil dos investidores em private equity?
Entre as 566 operações ligadas a private equity e venture capital no ano:
- 46% envolveram 2 a 5 investidores.
- 33% tiveram apenas 1 investidor.
- 20% reuniram 6 a 12 investidores.
O padrão mostra maior diversificação e colaboração entre fundos, especialmente em rodadas estruturadas e operações de maior porte.
Portanto, mesmo com o ambiente macroeconômico desafiador, os dados indicam um setor ativo, seletivo e com foco crescente em tecnologia, digitalização e consolidação estratégica.
O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) mostrou resiliência e estabilidade em 2025, com o melhor trimestre do ano no período de julho a setembro e aumento relevante da participação de private equity.