Vivemos um ponto de inflexão. O que parecia uma sequência de ajustes graduais — nos mercados, nas políticas públicas e nas cadeias produtivas — revelou-se uma transformação sistêmica e de longo alcance. É o que a KPMG chama de “grande reset”, no estudo global “The Great Reset: Emerging Trends in Infrastructure and Transport 2025”.
Essa nova realidade envolve rearranjos geopolíticos, pressões ambientais, instabilidade macroeconômica e alterações nas demandas sociais. Nesse cenário, infraestrutura e transportes são catalisadores das mudanças. No Brasil, quando pensamos em infraestrutura, de que maneira estradas, pontes, aeroportos, portos precisam se reinventar? O estudo mostra que o setor está sendo forçado a sair da zona de conforto. A boa notícia é que, para quem liderar esse processo com visão estratégica, inovação e compromisso ambiental, as oportunidades serão imensas — tanto em retorno financeiro quanto em impacto social e climático positivo.
A seguir, resumimos as dez tendências apontadas pelo estudo e debatemos os possíveis impactos para líderes públicos e privados, sobretudo em economias emergentes.