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      As organizações dispõem de uma nova ferramenta de relato, as VSME (Voluntary Reporting Standards for SME), uma forma de reporte simplificado para as organizações mais pequenas.

      O reporte de sustentabilidade assume uma importância crescente para as organizações, na medida em que permite uma comunicação transparente e estruturada sobre o seu desempenho ambiental, social e de governação (ESG). Para além de reforçar a confiança das partes interessadas – incluindo clientes, investidores, colaboradores e comunidades locais –, este instrumento contribui para a identificação de riscos e oportunidades, o alinhamento estratégico com os princípios do desenvolvimento sustentável e a melhoria contínua dos processos internos. Num mercado cada vez mais exigente e regulado, o reporte de sustentabilidade constitui também uma ferramenta de competitividade, posicionando as organizações como agentes responsáveis e proativos na transição para uma economia mais verde, justa e resiliente.

      Nesta evolução, as organizações dispõem de uma nova ferramenta de relato, as VSME (Voluntary reporting standard for SMEs), uma forma de reporte simplificado para as organizações mais pequenas. Neste tipo de reporte não é necessário realizar uma análise de materialidade e existem dois níveis de resposta, as VSME Básicas onde se incluem as divulgações B1 e B2 e os indicadores básicos (de B3 a B11). Este módulo constitui a abordagem recomendada para as microempresas e representa o requisito mínimo para outras empresas e as VSME Abrangentes com datapoints adicionais às divulgações básicas, C1 a C9, os quais provavelmente serão solicitados por bancos, investidores e clientes empresariais da empresa, para além do conteúdo do Módulo Básico.

      Desta forma, ao seguir este tipo de reporte, as organizações não só se preparam para potenciais exigências legais futuras, como também beneficiam de uma ferramenta útil de autoavaliação e melhoria contínua, que apoia a gestão estratégica, a eficiência operacional e a mitigação de riscos, além de ser também uma excelente ferramenta para integrar os sistemas de gestão das organizações. Neste sentido, o reporte com base nas VSME é mais do que um exercício de comunicação – é um investimento na resiliência, competitividade e reputação das organizações no longo prazo, uma vez que, a partir deste exercício as PME conseguem obter um reporte de simples execução que dá resposta a grande parte dos indicadores da cadeia de valor, tendo a grande vantagem de posicionar a PME, com capacidade de resposta, à sua cadeia de valor com dados ESG.

      Um excelente exemplo destas vantagens é a Pegada de Carbono. Ao nível da cadeia de valor, as PME são muitas vezes obrigadas a reportar o âmbito 1 e 2 de cada uma, uma vez que, esses âmbitos, serão o âmbito 3 de outras organizações e, ao nível do reporte VSME, os requisitos de reporte no contexto da pegada de carbono é que sejam, efetivamente, divulgados o âmbito 1 e 2. Neste contexto, há uma ligação a 100% com as obrigações práticas da organização e da sua relação com os diversos stakeholders. Como este exemplo, há outros que transformam este tipo de reporte num ponto estratégico para as PME.


      Artigo de Daniela Amorim, ESG Manager da KPMG Portugal, para o Eco a 23 de maio de 2025

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