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      Introdução


      A transformação do ambiente financeiro global está redefinindo o papel da gestão de riscos bancários. Diante de novos vetores de incerteza, como disrupções tecnológicas, mudanças regulatórias e interconectividade crescente, os bancos precisam repensar seus modelos de operação, consolidar dados e fortalecer suas estruturas de governança.

      Estas e outras constatações fazem parte do relatório O Futuro de Riscos no Setor Bancário, elaborado pela KPMG.

      Mais do que um mecanismo de controle, a gestão de riscos se consolida como elemento estratégico para geração de valor e tomada de decisão. O desafio agora é integrar riscos emergentes aos tradicionais, adotando uma visão preditiva, orientada por dados e tecnologia. 

      Como modernizar as operações e reduzir vulnerabilidades?

      Muitos bancos ainda dependem de sistemas legados e processos manuais, o que limita a eficiência e amplia a exposição a falhas. A modernização exige integração tecnológica, automação de rotinas e desenvolvimento de competências humanas para acompanhar as novas demandas operacionais.

      Ao mesmo tempo, cresce o volume de dados disponíveis. Transformar essas informações em inteligência requer relatórios acessíveis, padronização metodológica e profissionais com pensamento analítico.

      A resiliência operacional passa a depender da capacidade de capturar e interpretar dados de maneira confiável e em tempo real.


      50% dos bancos registraram aumento de custos nas funções de risco nos últimos dois anos.


      A maioria dos líderes espera manter ou reduzir esses custos nos próximos ciclos.


      A eficiência passa por simplificação e uso inteligente de tecnologia.

      Como equilibrar eficiência de custos e eficácia na gestão de riscos?

      Pressões por rentabilidade e novas exigências regulatórias reforçam a necessidade de funções de risco mais enxutas e integradas.

      Automação e centros de excelência só entregam resultados quando acompanhados de revisão de processos e governança compartilhada.

      Uma visão estratégica unificada permite eliminar redundâncias, reduzir retrabalho e fortalecer a colaboração entre as linhas de defesa. Assim, a função de risco se torna parte do motor de crescimento e não apenas um mecanismo de controle. 

      Por que a cultura de risco é essencial diante dos riscos emergentes?

      A complexidade atual exige mecanismos de detecção precoce e uma cultura organizacional voltada à prevenção.

      A gestão de riscos deve ser responsabilidade de todos, com comunicação transparente e incentivo à análise crítica em contextos de mudança.

      Promover uma cultura sólida de risco fortalece a confiança dos stakeholders e amplia a capacidade de resposta diante de eventos adversos.

      A integração entre riscos financeiros e não financeiros, associada à análise de cenários, permite antever ameaças e identificar oportunidades de forma estruturada.


      A integração entre dados financeiros e não financeiros tornou-se prioridade regulatória global.


      Instituições com cultura de risco madura demonstram maior agilidade e credibilidade no mercado.

      De que forma a tecnologia e a IA transformam a gestão de riscos?

      Soluções baseadas em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (machine learning) estão ampliando a capacidade analítica das instituições financeiras.

      Essas tecnologias permitem prever comportamentos, detectar fraudes e antecipar eventos disruptivos.

      No entanto, a adoção da IA também traz novos desafios: viés algorítmico, privacidade, integridade de dados e transparência.

      Por isso, a função de risco precisa atuar em parceria com as áreas de tecnologia e compliance para equilibrar inovação e segurança.


      A IA e o ML serão as principais tecnologias de apoio à gestão de riscos nos próximos três a cinco anos.


      O potencial é grande, mas a confiabilidade dos dados continua sendo fator crítico de sucesso.

      Como fortalecer a infraestrutura e a qualidade dos dados?

      A base de uma gestão de riscos eficaz está na consistência e integração das informações.

      Muitos bancos ainda operam com sistemas fragmentados e baixa visibilidade dos dados.

      Projetos de transformação digital, com uso de nuvem, automação e IA generativa, vêm sendo implementados para criar uma infraestrutura de risco moderna e confiável.

      Os dados integrados em um único ambiente e sustentados por políticas sólidas de governança permitem análises precisas e decisões fundamentadas.

      Quais competências definem o novo profissional de riscos?

      O fortalecimento da função de risco exige novas habilidades técnicas e comportamentais.

      Os profissionais da área devem atuar como parceiros estratégicos de negócio, conectando risco, retorno e crescimento sustentável.

      A especialização em IA, análise de dados e gestão integrada tornou-se essencial.

      Paralelamente, a consolidação de uma cultura centrada em riscos estimula o pensamento crítico e a colaboração entre áreas, transformando a gestão de riscos em diferencial competitivo.

      Como alinhar gestão de riscos e criação de valor?

      A função de risco do futuro é digital, integrada e colaborativa.

      Ela deixa de atuar em silos para tornar-se um pilar estratégico da governança corporativa, apoiando decisões com base em dados e promovendo confiança e transparência.

      Ao alinhar governança, tecnologia e cultura, a gestão de riscos bancários está preparando as instituições do setor para enfrentar a volatilidade e aproveitar as oportunidades de um setor em constante transformação.