Nos últimos anos, as questões de interesse socioambiental entraram na pauta das organizações, dos legisladores e dos órgãos reguladores. Nesse cenário, implementar boas práticas de direitos humanos vai muito além de uma escolha reputacional: respeitar e promover esses direitos tornaram-se imperativos estratégicos, sobretudo para organizações que buscam relevância, resiliência e acesso a mercados cada vez mais exigentes.
A 2ª edição da pesquisa Direitos Humanos nos Negócios – Recorte Brasil, conduzida pela KPMG, revela um cenário ambivalente. De um lado, há avanços concretos na estruturação de políticas e compromissos. De outro, persistem lacunas na gestão de riscos, na prevenção de impactos e na integração transversal do tema à estratégia de negócios. Ao comparar os dados brasileiros com os obtidos na primeira edição da mesma pesquisa aplicada em outros países da América do Sul, nota-se que o Brasil está à frente em maturidade — mas ainda distante das melhores práticas globais.