Um dos pontos de preocupação para os executivos é o envelhecimento da população ativa e a falta de substitutos qualificados – para 33% dos CEOs, este desafio é crítico. A transferência de conhecimento entre colaboradores e a diferença de expectativas entre gerações também figuram entre os principais fatores de impacto.
A segurança cibernética também é um fator preocupante: apenas 38% dos CEOs se consideram bem preparados para lidar com um ciberataque, evidenciando a necessidade de maior atenção à segurança digital, sobretudo diante do impacto da inteligência artificial (IA) e no aumento da sofisticação dos cibercriminosos.
E, embora a inteligência artificial generativa (Gen AI) desponte como prioridade de investimento para 62% dos CEOs de empresas privadas, sua implementação também acarreta uma série de desafios.
Por exemplo: apenas 39% acreditam que seus colaboradores têm as habilidades necessárias para utilizar a Gen AI de forma eficaz, embora 57% acreditam que seja possível treinar a força de trabalho para aproveitar ao máximo essa tecnologia.
Preocupação com a imagem da empresa e o compromisso com a diversidade também são elementos de destaque na pesquisa:
- 74% dos CEOs afirmam que estariam dispostos a desinvestir em áreas lucrativas para mitigar um risco reputacional, refletindo uma visão estratégica de longo prazo que prioriza a sustentabilidade e o impacto social;
- 73% reconhecem a necessidade de promover mudanças nos níveis mais altos de liderança para alcançar maior diversidade;
- 75% acreditam que a equidade de gênero na alta gestão ajudaria a impulsionar o crescimento organizacional;
- 78% estariam dispostos a investir no desenvolvimento de habilidades e no aprendizado contínuo em suas comunidades para garantir o acesso a talentos no futuro;
- 60% dos entrevistados reconhecem que o progresso em diversidade e inclusão está avançando muito lentamente no mundo corporativo.
As estratégias de ESG também continuam sendo uma prioridade para muitas empresas privadas, mesmo que 71% dos CEOs tenham mantido suas estratégias climáticas inalteradas no último ano. Entre os benefícios esperados do ESG nos próximos três anos, destacam-se:
- Fortalecimento das relações com os clientes e reconhecimento da marca (31%);
- Influência na alocação de capital, parcerias e estratégias de fusões e aquisições (25%);
- Atração de talentos da próxima geração (17%).
Os principais desafios para alcançar as metas climáticas incluem a complexidade de descarbonizar as cadeias de suprimentos (32%) e a falta de habilidades técnicas para implementar soluções (22%).
Quanto às estratégias para atingir suas metas de crescimento, os CEOs de empresas privadas identificaram como estratégias mais relevantes a realização de Fusões e aquisições