As descobertas deste ano revelam os desafios de lidar com as prioridades ambientais, sociais e de governança (ESG) no contexto atual. Além de uma crescente percepção sobre como as questões ESG afetam a confiança e a reputação das empresas, o caráter cada vez mais politizado dessa agenda está intensificando a pressão enfrentada pelos líderes corporativos.
Em 2015, os CEOs classificaram o risco ambiental como a menor prioridade entre as suas preocupações; em 2024, quase um quarto (24%) reconheceu que a principal consequência de não atender às expectativas em questões ESG seria dar vantagens competitivas aos concorrentes, superando a ameaça à sua própria posição (21%) e aos desafios de recrutamento (16%).
Fica claro que os líderes estão dispostos a agir quando se trata de ESG: 76% dos CEOs afirmam que estariam dispostos a desinvestir uma parte lucrativa do negócio caso isso estivesse prejudicando a sua reputação. Mais revelador ainda é que 68% afirmam que tomariam uma posição sobre uma questão política ou social controversa, mesmo que o conselho levantasse preocupações a respeito. A pesquisa também mostra que os CEOs de hoje reconhecem a importância vital do ESG para a criação de valor - pouco menos de um quarto (24%) indica que atender às expectativas em ESG proporciona uma vantagem sobre os concorrentes que não lidam com essa questão.
Dois terços (66%) dos CEOs admitem que não estão totalmente preparados para lidar com a avaliação e as expectativas dos acionistas em relação às questões ESG, o que sugere que eles planejam tomar medidas para reduzir esses riscos. É curioso notar a diferença geracional entre os CEOs: 43% dos líderes mais jovens (com idades entre 40 e 49 anos) se sentem mais confiantes em enfrentar as pressões relacionadas a ESG; entre os CEOs na faixa de 50 a 59 anos, esse percentual é de 33%; e apenas 30% daqueles com idades entre 60 e 69 anos têm essa postura.
Também existe um crescimento expressivo na politização e na polarização em torno de questões como mobilidade social e mudanças climáticas, o que está criando desafios adicionais para os CEOs, que já estão sob pressão para cumprir ou reavaliar metas estabelecidas. Como resultado, alguns CEOs globais estão mudando a forma como comunicam seus esforços em ESG. Na pesquisa deste ano, 69% revelam que, embora tenham mantido as mesmas estratégias relacionadas ao clima nos últimos 12 meses, adaptaram a linguagem e a terminologia usadas internamente e externamente para atender às novas expectativas dos stakeholders. Por exemplo, forças políticas e sociais levaram algumas empresas a mudar a linguagem que utilizam, com algumas organizações preferindo usar termos gerais, como “sustentabilidade”, em vez do termo mais abrangente, “ESG”.