Quando uma empresa capta recursos por meio de financiamentos incentivados, a leitura mais comum é tratá-los como qualquer outra dívida: registra-se o valor recebido, apropriam-se os juros contratuais e acompanha-se a amortização ao longo do tempo. É uma leitura simples, mas frequentemente incompleta.
O ponto central é que um financiamento com taxa abaixo de mercado não é apenas um passivo. Ele carrega, embutido, um benefício econômico decorrente da diferença entre a taxa contratada e a taxa que a empresa pagaria em uma operação de mercado equivalente. E é justamente esse benefício que exige uma análise que vai além da simples contabilização da dívida.