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      A inteligência artificial (IA) em healthcare deixou de ser uma aposta futura para se tornar uma prioridade estratégica. Segundo o KPMG Global Tech Report 2026: healthcare, produzido pela KPMG, o setor apresenta o maior índice de intenção de implantação de IA em escala entre todos os segmentos analisados.

      O estudo revela que 76% das organizações de healthcare esperam expandir o uso da IA em escala nos próximos meses, enquanto 86% já incorporam a tecnologia a fluxos de trabalho, serviços e cadeias de valor. O movimento demonstra que o setor avança da experimentação para aplicações mais amplas e estruturadas.

      Ao mesmo tempo, os resultados mostram que o sucesso da transformação digital depende menos da tecnologia em si e mais da capacidade das organizações de fortalecer governança, dados, segurança e modelos operacionais.

      Destaques

      76% pretendem implantar IA em escala nos próximos meses.

      86% já incorporam IA a fluxos de trabalho e serviços.

      66% estão implementando IA ativamente.

      40% investem entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões por ano em tecnologia.

      Como o setor de healthcare está investindo em tecnologia?

      Quatro em cada dez organizações participantes da pesquisa destinam entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões anuais para iniciativas de tecnologia.

      Grande parte desses recursos está direcionada para:

      • Modernização de sistemas centrais.
      • Plataformas em nuvem.
      • Prontuários eletrônicos (EHRs).
      • Integração de dados.
      • Automação de processos.
      • Inteligência artificial.

      Esses investimentos criam a infraestrutura necessária para suportar modelos assistenciais mais conectados, eficientes e orientados por dados.

      No entanto, o retorno financeiro ainda evolui de forma gradual. Apenas 30% das organizações afirmam superar o valor investido, enquanto 57% relatam operar em equilíbrio entre investimento e retorno.

      Quais são os principais desafios para escalar a IA?

      Apesar do entusiasmo com a tecnologia, a pesquisa mostra que os obstáculos permanecem relevantes. Os executivos apontam três fatores como os maiores limitadores para a expansão da IA:

      • Segurança cibernética.
      • Dados não confiáveis.
      • Riscos regulatórios e de conformidade.

      A qualidade dos dados aparece como um elemento central. Sem informações consistentes, integradas e governadas adequadamente, torna-se difícil ampliar o uso da IA de forma segura e sustentável.

      Além disso, 42% dos respondentes identificam fragilidades de governança e falta de conhecimento especializado como os principais entraves para alinhar prioridades, acelerar decisões e transformar iniciativas em resultados concretos.

      Por que dados e governança se tornaram prioridades?

      O relatório mostra que as organizações mais avançadas tratam os dados como um ativo estratégico.

      Capacidades de previsão baseada em dados (data-powered forecasting) aparecem como a principal prioridade tecnológica dos entrevistados, reforçando a importância de ambientes capazes de transformar informações em decisões mais rápidas e precisas. Para alcançar esse objetivo, as organizações precisam:

      • Estruturar fluxos de dados consistentes.
      • Implementar mecanismos de governança.
      • Garantir segurança e privacidade.
      • Definir métricas e indicadores claros.
      • Criar bases preparadas para aplicações de IA.

      A tendência indica que o valor da inteligência artificial dependerá cada vez mais da maturidade dos dados que a sustentam.

      Como os profissionais precisam evoluir?

      A adoção da IA também está transformando as estratégias de talentos.

      O estudo destaca a necessidade de desenvolver profissionais capazes de atuar em ambientes cada vez mais digitais, utilizando ferramentas de IA para apoiar decisões clínicas, administrativas e operacionais. Esse movimento exige:

      • Capacitação continua.
      • Desenvolvimento de fluência em IA.
      • Novos modelos de trabalho.
      • Integração entre especialistas de negócio e tecnologia.
      • Fortalecimento da supervisão humana sobre sistemas automatizados.

      A combinação entre conhecimento clínico e tecnologia tende a ser um dos principais diferenciais competitivos do setor nos próximos anos.

      Como será o futuro da experiência do paciente?

      A pesquisa indica uma mudança gradual dos pontos de contato digitais isolados para ecossistemas de cuidado mais integrados. Entre as principais tendências identificadas estão:

      • Sistemas preditivos de cuidado.
      • Monitoramento remoto de pacientes.
      • Redes de apoio entre pacientes.
      • Gêmeos digitais.
      • Cirurgias robóticas.

      Essas iniciativas têm potencial para ampliar a personalização do atendimento, melhorar resultados clínicos e fortalecer a experiência do paciente ao longo de toda a jornada de cuidado.

      O que as organizações precisam fazer agora?

      O relatório aponta que o próximo estágio da transformação digital passa pela combinação equilibrada entre tecnologia, pessoas, dados e governança. As organizações devem:

      • Fortalecer suas bases de dados.
      • Integrar sistemas e processos.
      • Incorporar segurança desde a concepção das soluções.
      • Desenvolver talentos preparados para a IA.
      • Construir parcerias estratégicas.

      As empresas de saúde que cumprirem essas diretrizes estarão mais bem posicionadas para capturar valor, acelerar a inovação e liderar a próxima geração de serviços de saúde.