À medida que as possibilidades da IA evoluem, amplia-se o potencial de transformação das empresas, ou seja, o uso de IA vai além de agregar agilidade e eficiência a processos. Hoje, a discussão está mais centrada em como organizações, lideranças e profissionais precisam se reinventar para capturar esse potencial de forma sustentável e gerar valor ao negócio.
Essas e outras reflexões foram os destaques do “AI Tax Day”, evento organizado pela KPMG em junho de 2026. Experts e expoentes do mercado se reuniram para debater o impacto da IA sobre estratégia, governança, dados, pessoas, liderança e transformação operacional das áreas fiscal e jurídica.
Na abertura do encontro, Marcos Matsunaga, sócio-líder de Tax da KPMG no Brasil e na América do Sul, contextualizou esse momento ao destacar que as empresas vivem uma transformação regulatória sem precedentes. Para o executivo, a Reforma Tributária, somada ao aumento da complexidade fiscal, impõe às organizações um desafio de adaptação, com a IA desempenhando papel decisivo nesse processo.
Ao definir a IA como “uma luz no fim do túnel”, Matsunaga sintetizou uma percepção que seria aprofundada ao longo das mais de oito horas do evento: a tecnologia não elimina a complexidade da transformação tributária, mas cria condições para que as empresas enfrentem esse cenário com eficiência, segurança e capacidade de adaptação.
Essa mudança de perspectiva esteve presente em quase todos os painéis. Embora os temas fossem diversos, todos apontaram para uma mesma direção: a IA, sozinha, não transforma organizações. Ela amplia capacidades, mas depende de pessoas preparadas, processos redesenhados, dados confiáveis e uma estratégia clara para produzir resultados consistentes.