A corrida pela inteligência artificial entrou em uma nova fase. Se, até pouco tempo atrás, o desafio das empresas era decidir se deveriam investir na tecnologia, hoje, a questão é como transformá-la em resultados reais, com agilidade, segurança e escala. E é nesse ponto que os serviços gerenciados (managed services) consolidam-se como uma estratégia de negócios.
Essa mudança fica evidente no estudo “Managed Services Outlook Survey 2026”, produzido pela KPMG em colaboração com a International Data Corporation (IDC). O estudo mostra que 91% dos líderes entrevistados afirmam utilizar serviços gerenciados como principal meio para viabilizar a entrega da IA agêntica. Mais do que isso, 87% entendem que esse modelo precisa estar profundamente integrado à estratégia de transformação digital das organizações.
Os números revelam uma percepção que considero bastante significativa: a vantagem competitiva já não está apenas na aquisição de novas tecnologias, mas na capacidade de operá-las continuamente, atualizá-las e extrair delas valor ao negócio. Em um cenário marcado por mudanças aceleradas, escassez de talentos especializados e crescente complexidade regulatória, poucas empresas conseguem desenvolver internamente todas essas competências.