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      O estudo Pulse of Private Equity Q1’26, preparado pela KPMG, analisa tendências do mercado global de capital privado com uma metodologia que abrange as principais transações e fatores que influenciam o investimento em private equity (PE).

      O primeiro trimestre de 2026 começou com otimismo para o mercado global, com um ambiente macroeconômico que permitiu aos investidores um otimismo cauteloso. Essa confiança, no entanto, diminuiu com a escalada do conflito no Oriente Médio.

      A situação ainda não teve grande impacto nos resultados do início do ano, mas deve influenciar cada vez mais o mercado. O volume de transações globais de PE no primeiro trimestre foi de US$ 436 bilhões, distribuídos por 4.168 transações.

      Os resultados dos últimos 12 meses caíram ligeiramente de US$ 2,2 trilhões para US$ 2,1 trilhões, com o volume de transações caindo de 21.026 para 19.682. O número de saídas de fundos permaneceu baixo, com apenas 635 no final do trimestre.

      A atividade de aberturas de capital foi particularmente lenta neste período, com apenas US$ 37 bilhões em 31 operações. Mesmo neste cenário de incertezas, o mercado global de capital privado permaneceu aquecido, especialmente nos EUA e na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA).

      Pulse of Private Equity Q1’26



      Destaques regionais do primeiro trimestre de 2026

      • As Américas registraram mais da metade do total global de investimentos em capital privado no primeiro trimestre de 2026 (US$ 247 bilhões), dos quais os EUA foram responsáveis por US$ 226 bilhões.
      • A região EMEA registrou US$ 154,4 bilhões em valor de transações de PE, lideradas pela aquisição secundária de US$ 9,2 bilhões da InPost por um consórcio que incluiu a Advent International e a FedEx.
      • A região Ásia-Pacífico (ASPAC) registrou US$ 26 bilhões, com destaque para a aquisição secundária de US$ 5,1 bilhões da ST Telemedia Global Data Centers, com sede em Singapura, por um consórcio liderado pela KKR.
      • Os investimentos se concentram no ecossistema de inteligência artificial, incluindo investimento em data centers, energia e a infraestrutura necessária para a tecnologia.
      • Apesar das expectativas, a atividade global de saídas de fundos de private equity permanece moderada.
      • A captação de recursos nos últimos 12 meses cai pelo oitavo trimestre consecutivo, atingindo o nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2017.


      Tendências para o segundo trimestre de 2026

      Globalmente, o valor das transações apresentou uma queda, com atividades aquém das previsões, embora o número de transações tenha se mantido próximo às expectativas. A cautela do mercado perante os riscos geopolíticos impactou especialmente as transações de grande porte.

      Até o final do ano, porém, ainda se espera uma melhora no ritmo das transações. A diferença entre os resultados reais do primeiro trimestre e as previsões indica que a cautela e a volatilidade das transações impactaram mais que o esperado.

      Espera-se que os investimentos em capital privado continuem focados em negócios de alta qualidade no segundo trimestre de 2026, especialmente em investimentos ligados à inteligência artificial, como data centers, infraestrutura digital e energia.

      No longo prazo, uma maior conscientização sobre a dinâmica energética global também poderia criar efeitos positivos em cadeia, incluindo um aumento do interesse em fontes alternativas de energia e na infraestrutura relacionada.

      Quanto às Américas, resta a questão sobre quanto os conflitos geopolíticos no Oriente Médio irão impactar o investimento em capital privado ao longo do ano, especialmente ao se considerar que a região representa a maior fatia do mercado.