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      A segunda edição da Pesquisa Perícia em Arbitragem, desenvolvida pela KPMG, ouviu 65 profissionais com experiência recorrente em arbitragens no Brasil e trouxe evidências concretas a respeito de como a prova técnica impacta a resolução de disputas.

      O atual levantamento teve mais respondentes do que a primeira edição da pesquisa, que contou com 56 participantes.

      Os resultados mostram uso intenso de perícias, protagonismo dos árbitros na nomeação de peritos e desafios relevantes relacionados à compreensão técnica, independência e custo.

      Antes de avançar para os resultados, vale enfatizar que a pesquisa reflete práticas reais observadas por advogados que atuam em diversas câmaras arbitrais, garantindo representatividade prática ao estudo.


      Destaques

      • 65 profissionais responderam ao levantamento.
      • 51% atuaram em um a três procedimentos arbitrais.
      • 17% participaram de quatro a seis arbitragens.

      Com que frequência a prova técnica é utilizada nas arbitragens?

      A perícia técnica se mostrou um elemento central:

      • 86% dos casos já tiveram ao menos uma perícia técnica.
      • Em 82% das arbitragens, foram apresentados expert opinions ou laudos prévios durante a fase de manifestações, evidenciando o papel estratégico da técnica desde o início.

      Quem costuma nomear os peritos nos procedimentos arbitrais?

      A segunda edição da Pesquisa Perícia em Arbitragem revela forte protagonismo dos árbitros:

      • 75% dos peritos foram nomeados diretamente pelo tribunal arbitral.
      • Em 37% dos procedimentos, houve indicação consensual pelas partes e/ou em concordância com a nomeação do tribunal arbitral, mostrando espaço para soluções colaborativas.

      Os peritos são eficientes e o preço é justo?

      Segundo os respondentes, esse ponto ainda apresenta fragilidades:

      • Apenas 35% dos peritos demonstraram compreensão completa das questões técnicas discutidas.
      • 37% dos participantes apontaram problemas de independência dos assistentes técnicos, especialmente quando há forte ligação com os advogados das partes.

      Em relação aos honorários, a maioria dos respondentes considera que os honorários homologados ficaram acima das expectativas, o que indica falta de alinhamento entre custo e entrega técnica.

      Apesar dos desafios, a atuação técnica contribui para a solução das disputas?

      A quase totalidade dos participantes reconheceu que peritos e assistentes técnicos contribuem efetivamente para o desfecho das controvérsias, inclusive nas audiências, o que reforça a relevância da perícia técnica no ecossistema arbitral.

      Destaques

      Na segunda edição da Pesquisa Perícia em Arbitragem:

      • 86% dos casos tiveram perícia técnica.
      • 82% contaram com expert opinions na fase inicial.
      • 75% dos peritos foram nomeados pelos árbitros.
      • 37% das indicações foram consensuais e/ou em concordância com a nomeação do tribunal arbitral.
      • Apenas 35% dos técnicos compreenderam plenamente o objeto da perícia.

      A pesquisa evidencia avanços e desafios na condução da prova técnica no Brasil e aponta oportunidades claras de aprimoramento em critérios de nomeação, definição de escopos, governança e independência.