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      O estudo Modelos para Economias Vivas, produzido pela KPMG em colaboração com a Davos Baukultur Alliance e com o World Economic Forum, destaca por que a abordagem baseada em territórios está se tornando um dos modelos mais eficazes para transformar cidades, integrar investimentos e gerar impacto socioeconômico duradouro. O documento reforça que a fragmentação entre planejamento, financiamento, governança e entrega limita a capacidade de governos e investidores de alcançar resultados consistentes.

      A abordagem baseada em territórios está ganhando força globalmente porque oferece uma saída concreta para um problema recorrente quando se trata de infraestrutura e qualidade de vida: investimentos urbanos fragmentados que geram resultados aquém do esperado.

      Em um cenário marcado por pressões fiscais, mudanças climáticas, demandas sociais crescentes e expectativas por serviços públicos mais eficientes, esse modelo integra infraestrutura, governança, planejamento e impacto socioambiental.

      Em vez de projetos isolados em infraestrutura, a abordagem baseada em territórios cria portfólios integrados, capazes de gerar valor econômico, social e ambiental de maneira simultânea, o que, por sua vez, fortalece o conceito de economias vivas.


      Como a abordagem baseada em territórios transforma investimentos públicos e privados?

      Ao alinhar resultados desejados, caminhos econômicos e mecanismos de entrega, a abordagem baseada em territórios corrige um dos maiores gargalos da gestão urbana: a distância entre o investimento feito e o impacto percebido pela população. A lógica deixa de ser apenas construir ativos” e passa a ser “gerar resultados”.

      Essa mudança permite:

      • Integrar infraestrutura, habitação, mobilidade e serviços públicos.
      • Combinar fontes de financiamento e criar modelos adaptativos.
      • Contemplar métricas sociais, ambientais e econômicas.
      • Incentivar capital privado a participar de maneira estratégica.
      • Acelerar processos de regeneração urbana e revitalização econômica.

      O efeito final é o fortalecimento das economias vivas, que traduzem cidades mais habitáveis, resilientes, inclusivas e competitivas.

      Quais são os pilares estratégicos dessa transformação?

      O estudo apresenta três grandes camadas que estruturam a abordagem baseada em território:

      Resultados para pessoas e lugares: como gerar bem-estar, equidade e experiência urbana de qualidade?

      Inclui projetos que aprimoram espaços públicos, cultura, identidade, segurança e infraestrutura social.

      Resultados econômicos orientados ao território: como acelerar crescimento, inovação e transição verde?

      Envolve cadeias de valor locais, apoio a pequenas empresas, financiamento verde e estímulo à economia criativa.

      Resultados baseados em sistemas: como integrar planejamento, infraestrutura e governança?

      Abrange modelos colaborativos, planejamento espacial integrado, gestão de ativos e mecanismos de entrega multissetoriais.

      Cinco vetores transversais reforçam essa estrutura:

      • Financiamento integrado e adaptativo.
      • Alianças Público-Privadas-População (P4).
      • Governança colaborativa.
      • Dados e padrões compartilhados.
      • Flexibilidade regulatória.

      Esses vetores viabilizam que as cidades avancem com segurança, clareza e escala.

      Quais benefícios governos e investidores podem obter com a abordagem baseada em territórios?

      A adoção desse modelo gera impactos tangíveis:

      • Mais retorno do investimento público: portfólios integrados multiplicam os efeitos de cada obra e serviço.
      • Maior capacidade de atrair capital privado: a previsibilidade sistêmica reduz risco e amplia o apetite por investimentos.
      • Mecanismos de entrega mais eficientes: governança orientada por valor acelera a implementação e reduz o retrabalho.
      • Impacto ampliado para a população: economias vivas significam cidades mais seguras, habitáveis, inclusivas e resilientes.

      Destaques

      • 80% dos investimentos urbanos globais falham em atingir o impacto socioeconômico estimado devido à fragmentação de planejamento e governança.
      • Três camadas e cinco vetores compõem o modelo, permitindo decisões sistêmicas e orientadas a resultados.

      Por que a abordagem baseada em territórios é essencial para economias vivas?

      A abordagem baseada em territórios não é apenas um método: é uma mudança estrutural na forma como planejamos, financiamos e entregamos cidades.

      Ao integrar objetivos, investimentos e governança, essa abordagem impulsiona economias vivas, fortalece a resiliência urbana e acelera crescimento sustentável.

      Governos que adotam a abordagem baseada em territórios estão mais bem posicionados para criar uma infraestrutura integrada e inteligente, proporcionando locais de alta qualidade, atraindo investimentos e garantindo um futuro mais próspero para suas populações.