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      Mais de 80% dos CEOs de empresas de seguros afirmam estar confiantes nas perspectivas de crescimento de suas organizações. Ao mesmo tempo, 73% indicam que a inteligência artificial (IA) é uma prioridade de investimento, e 72% dizem que a sustentabilidade já está incorporada à estratégia corporativa e aos modelos de negócio.

      Essas conclusões fazem parte do recorte específico do setor de seguros da 11ª edição do estudo KPMG CEO Outlook, baseado exclusivamente na visão de 110 CEOs do setor, que lideram companhias de seguros de vida, automóvel, residencial, patrimonial, saúde, resseguro e corretagem.

      A pesquisa global, realizada entre 5 de agosto e 10 de setembro de 2025, ouviu 1.350 CEOs de empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões – sendo que um terço delas registra faturamento acima de US$ 10 bilhões – em 11 mercados-chave e 12 setores relevantes.

      Vale observar que o setor de seguros atravessa um momento de transformação estrutural, impulsionado por avanços tecnológicos, novas exigências regulatórias, riscos climáticos crescentes e mudanças profundas no perfil da força de trabalho.

      Ainda assim, os líderes do setor demonstram elevada confiança na trajetória de crescimento e na capacidade de adaptação de seus modelos de negócio.


      Destaques

      • 82% estão confiantes no crescimento de suas empresas, acima dos 74% registrados em 2024.
      • 78% demonstram confiança no crescimento da indústria de seguros.
      • 15% antecipam crescimento dos lucros entre 5% e 9,95%, percentual superior ao observado no ano anterior.
      • 41% esperam crescimento dos lucros entre 2,5% e 4,9%.
      • 50% antecipam operações de fusões e aquisições de alto impacto nos próximos três anos — o maior índice entre todos os setores analisados.

      Qual o papel da IA no setor de seguros?

      A inteligência artificial consolidou-se como um dos principais vetores de transformação no setor de seguros:

      • 73% dos CEOs concordam que a IA é uma prioridade de investimento.
      • 67% esperam obter retornos dos investimentos em IA entre um e três anos, um salto expressivo frente aos 21% registrados em 2024.
      • 67% planejam alocar entre 10% e 20% de seus orçamentos para iniciativas de IA.
      • 56% apontam os desafios éticos como o principal obstáculo à implementação da tecnologia.

      Esses dados mostram que o debate já não se concentra apenas na adoção da IA, mas na sua implementação responsável, explicável e alinhada às exigências regulatórias do setor de seguros.

      Como preparar a força de trabalho em um cenário orientado por IA?

      A transformação tecnológica impõe desafios diretos à gestão de pessoas e ao desenvolvimento de competências. Preparar pessoas para esse cenário exige liderança clara, cultura de confiança e processos redesenhados com apoio da IA.

      Em relação a este tópico, 83% dos CEOs afirmam que a IA já impacta treinamentos e desenvolvimento e 79% indicam mudanças nas competências exigidas para cargos de entrada.

      No que se refere ao modelo de trabalho propriamente dito, 86% esperam operar em modelo híbrido nos próximos três anos e 14% acreditam que haverá 100% de retorno ao trabalho presencial.

      Como os fatores ESG podem se tornar uma vantagem competitiva?

      A agenda ambiental, social e de governança (ESG) segue ganhando protagonismo no setor de seguros: 72% dos CEOS afirmam que a sustentabilidade está integrada à estratégia e aos modelos de negócio.

      Além disso, 55% indicam conformidade e padrões de reporte como suas prioridades em relação a ESG e 29% apontam a descarbonização das cadeias de suprimentos como principal obstáculo ao net zero.

      Ferramentas como planejamento de cenários com apoio de IA, seguros paramétricos e novos mecanismos de transferência de riscos ganham relevância diante do aumento de eventos climáticos extremos.

      Qual é o caminho a seguir?

      O setor de seguros demonstra resiliência diante da volatilidade recente. Para sustentar o crescimento, os CEOs precisam equilibrar inovação tecnológica, qualificação da força de trabalho, gestão de riscos e integração efetiva da agenda ESG.

      Transformar tecnologia em confiança, sustentabilidade em valor e dados em decisões estratégicas será decisivo para o futuro do setor, e os CEOs de seguros estão fazendo isso, com foco em IA, qualificação dos colaboradores e incoporação dos pilares ESG aos negócios.