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      Os CEOs dos setores de manufatura industrial e automotivo atravessam um dos períodos mais complexos de sua história recente. No entanto, de acordo com a publicação KPMG 2025 Industrial Manufacturing and Automotive CEO Outlook, produzida pela KPMG, esses líderes seguem otimistas em relação às perspectivas de crescimento de seus respectivos setores.

      O estudo aponta ainda que o papel do CEO está evoluindo significativamente: além de ser o responsável por viabilizar crescimento e rentabilidade, ele deve ter visão estratégica, resiliência, ambição tecnológica e capacidade de navegar em ecossistemas altamente conectados.

      Os dados da publicação revelam que, embora os líderes demonstrem otimismo a respeito de seus setores, eles tendem a ser mais cautelosos quando o assunto é o crescimento de suas próprias organizações.


      Destaques

      • 87% dos CEOs do setor automotivo e 81% dos CEOs de manufatura industrial confiam no crescimento de seus setores.
      • 75% e 77%, respectivamente, estão confiantes no crescimento de suas próprias empresas.

      Por que a evolução desses setores importa?

      Os setores automotivo e de manufatura industrial estão no centro das transformações econômicas globais. Entre os fatores de impacto, destacam-se:

      • • Transição para veículos elétricos e autônomos, intensificando a competição e exigindo novos modelos de negócio.
      • Robótica avançada, gêmeos digitais e IA preditiva, que remodelam fábricas e cadeias de suprimentos.
      • Volatilidade geopolítica, com pressões tarifárias, realocação de produção e fragmentação regulatória.
      • Expectativas mais altas de clientes, investidores e reguladores, exigindo transparência, sustentabilidade e performance.
      • IA agêntica e tomada de decisão orientada por dados, elevando padrões de eficiência e produtividade.

      A capacidade de integrar inovação, talentos, governança e tecnologia determinará a competitividade nos próximos anos.


      Destaques

      • 81% dos CEOs do setor automotivo e 68% dos CEOs de manufatura industrial apontam a IA como prioridade máxima de investimento.
      • 66% dos CEOs do setor automotivo e 69% dos CEOs de manufatura industrial admitem que ainda estão aprendendo e adaptando a capacidade de suas organizações para lidar com diferenças regulatórias e políticas entre mercados.

      Quais desafios os CEOs enfrentam?

      A pesquisa evidencia uma tensão entre ambição e execução, ressaltando que os líderes precisam equilibrar risco, velocidade e transformação contínua.

      Entre os principais desafios, incluem-se:

      • Lacuna entre competências atuais e as capacidades necessárias para IA e automação.
      • Resiliência da cadeia de suprimentos, definida como prioridade máxima por 47% dos CEOs automotivos e 63% dos líderes de manufatura.
      • Fragmentação regulatória, reconhecida como desafio por 66% do setor automotivo e 69% de manufatura industrial.
      • Pressão para entregar eficiência, ao mesmo tempo que se reinventam modelos de negócio.
      • Novas expectativas sobre o papel da liderança, que deixa de ser guardiã do crescimento para se tornar arquiteta de transformação.
      • Repensar o papel dos pilares ambientais, sociais e de governança (ESG), com a sustentabilidade deixando de ser apenas uma exigência regulatória e passando a influenciar decisões de capital, pegada (footprint) global e modelos de negócio.

      Qual caminho deve ser seguido pelos CEOs?

      Os dados do estudo mostram que o CEO dos setores de manufatura industrial e automotivo precisa:

      • Equilibrar desempenho de curto prazo e transformação estrutural.
      • Aprimorar sua capacidade de decidir sob pressão, em ambientes de risco elevado.
      • Integrar tecnologia, sustentabilidade e resiliência ao núcleo da estratégia do negócio.
      • Ter resiliência para liderar ecossistemas cada vez mais complexos de parceiros e tecnologias.

      Esta pesquisa global foi realizada entre 5 de agosto e 10 de setembro de 2025 e ouviu 1.350 CEOs de empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões – sendo que um terço delas registra faturamento acima de US$ 10 bilhões – em 11 mercados-chave e 12 setores relevantes.

      Vale observar que os setores automotivo e de manufatura industrial atravessam uma das transformações mais marcantes de sua história, impulsionados por mudanças geopolíticas, exigências ambientais (com destaque para os riscos climáticos crescentes), pressão por eficiência e avanços rápidos em inteligência artificial (IA).