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      A modernização de pagamentos tornou-se prioridade estratégica para bancos e varejistas em um cenário de pressão regulatória, avanço tecnológico e mudanças nas expectativas dos clientes.

      O relatório Estabelecendo Alianças para a Modernização de Pagamentos, produzido pela KPMG, ouviu 500 executivos de pagamentos do setor bancário e 500 do varejo de todas as regiões do mundo, e analisou um amplo leque de dados globais para entender as perspectivas, os desafios e as estratégias das empresas.

      Há também um recorte específico para o Brasil, elaborado com base nos insights de executivos brasileiros que participaram da pesquisa global. Esse recorte é essencial para compreender como o mercado local está se posicionando no âmbito da modernização de pagamentos.

      O que está impulsionando a modernização dos pagamentos no mundo?

      Globalmente, os bancos aceleram a modernização dos pagamentos com foco prioritário em:

      • Atender às demandas dos clientes (69%).
      • Reforçar segurança, resiliência e proteção contra fraudes (69%).
      • Aumentar eficiência de custos e desempenho (65%).
      • Cumprir regulamentações em evolução (65%).
      • Impulsionar crescimento de receita e novos negócios (57%).

      Em termos de investimento, 39% indicaram aumento de orçamento entre 1% e 5%; 21% projetam crescimento entre 5% e 9%; 35% mantiveram estabilidade; e 4% registraram redução.

      A média de investimento no último ano foi de US$ 96,9 milhões, com 40% investindo menos de US$ 10 milhões e 18% acima de US$ 100 milhões.

      Qual o papel das alianças nesta estratégia?

      O relatório mostra forte convergência na percepção sobre o papel das alianças:

      • 53% dos varejistas globais afirmam que seus bancos compreendem seus objetivos de modernização.
      • 51% dos bancos globais acreditam que os vencedores serão aqueles com os melhores ecossistemas.
      • No Brasil, esses percentuais são de 40% (varejistas) e 31% (bancos).

      Além disso:

      • 45% dos varejistas afirmam que bancos entregam soluções sob medida.
      • Apenas 4% dos varejistas globais (7% no Brasil) citam pagamentos transfronteiriços como grande desafio.
      • Os dados indicam desalinhamentos relevantes entre prioridades percebidas e demandas efetivas.

      Como o varejo está respondendo globalmente?

      No setor de varejo, a modernização dos pagamentos é orientada principalmente por:

      • Eficiência e desempenho operacional (51%).
      • Proteção contra fraudes (45%).
      • Cumprimento regulatório (43%).
      • Aproveitamento de avanços tecnológicos (39%).
      • Atendimento às expectativas dos clientes (37%).

      Os investimentos variam por segmento, com maiores aportes em:

      • Hipermercados: US$ 279,30 milhões.
      • Clubes de atacado: US$ 203,40 milhões.
      • Varejistas on-line: US$ 102,00 milhões.

      O que se destaca como diferente no recorte Brasil?

      No Brasil, as prioridades ganham contornos próprios. Entre os bancos brasileiros, os principais vetores da modernização de pagamentos são:

      • Cumprimento regulatório (81%).
      • Eficiência operacional (78%).
      • Crescimento de receita (75%).
      • Segurança e proteção contra fraudes (63%).
      • Pressões competitivas (59%).

      Quanto aos investimentos na modernização dos pagamentos:

      • 41% aumentaram entre 1% e 5% no último ano.
      • 31% mantiveram estabilidade.
      • 28% projetam aumento entre 5% e 9% no próximo ano.
      • 41% indicam estabilidade futura.

      Já entre os varejistas brasileiros, as motivações de maior destaque são:

      • Proteção contra fraudes (50%).
      • Crescimento de receita (47%).
      • Atendimento às expectativas dos clientes (47%).
      • Eficiência operacional (47%).

      O orçamento atual concentra-se principalmente entre:

      • US$ 10 milhões e US$ 24,9 milhões (23%).
      • US$ 5 milhões e US$ 9,9 milhões (20%).

      Nenhum respondente indicou orçamento superior a US$ 500 milhões.

      Perfil da amostra brasileira

      Bancos:

      • Regionais/mútuos/cooperativos: 31%.
      • Neobancos: 25%.
      • Bancos de serviços completes (full service): 22%.
      • Com receita entre US$ 1 bilhão e US$ 4,99 bilhões: 53%.

      Varejistas:

      • Lojas de departamento: 30%.
      • E-commerce: 20%.
      • Lojas especializadas: 13%.
      • Com receita entre US$ 10 milhões e US$ 24,9 milhões: 23%.

      O perfil indica predominância de instituições financeiras de médio porte e varejistas de pequeno e médio porte na amostra brasileira.


      Destaques

      • 1.000 executivos entrevistados globalmente.
      • 62 respondentes brasileiros.
      • 69% dos bancos globais priorizam segurança.
      • 81% dos bancos brasileiros priorizam regulação.
      • 53% dos varejistas globais destacam alinhamento com bancos.
      • 40% dos varejistas brasileiros percebem esse alinhamento.

      O que os dados indicam?

      O estudo mostra boa convergência entre as percepções dos respondentes brasileiros e seus pares globais, embora haja especificidades relevantes, sobretudo na prioridade dada à regulação e à eficiência operacional no recorte Brasil.

      A construção de ecossistemas e o alinhamento entre bancos e varejistas aparecem como fatores determinantes para sustentar a evolução dessa agenda.

      Em síntese, os dados do estudo global e do recorte brasileiro mostram que a modernização de pagamentos deixou de ser uma agenda tecnológica e passou a refletir decisões estratégicas relacionadas a ganho de eficiência, crescimento, maior segurança e posicionamento competitivo.