- Introdução
- De que forma a “impressão climática” da IA está se expandindo?
- Como a IA está impulsionando a transição para energia limpa?
- Quais barreiras precisam ser superadas para acelerar a transição energética habilitada por IA?
- Como organizações estão transformando barreiras em vantagem competitiva?
- O que o recorte Brasil revela sobre IA e energia limpa?
A pesquisa global A Dupla Promessa da IA: impulsionar resultados positivos para o clima e acelerar a transição energética, produzida pela KPMG, foi realizada com 1.202 líderes do setor de energia em 20 mercados e mostra que a inteligência artificial (IA) e as questões climáticas estão profundamente conectadas.
A tecnologia não apenas aumenta produtividade e inovação: ela está se tornando um dos vetores mais relevantes para acelerar o avanço rumo à energia limpa, maior resiliência climática e operações sustentáveis.
Embora a expansão da IA aumente a demanda energética, sobretudo nos grandes data centers, os benefícios climáticos superam esse impacto.
- 97% dos executivos de energia afirmam que a IA ajuda a acelerar o progresso rumo às metas de net zero
- 87% a consideram central para alcançá-las
De que forma a “impressão climática” da IA está se expandindo?
A IA já habilita soluções que vão além da eficiência operacional, incluindo adaptação climática, proteção da biodiversidade, inovação circular e otimização de recursos.
Até 2027, 62% dos grandes operadores de dados e IA devem gerar sua própria energia limpa, investindo diretamente em fontes renováveis para atender à demanda crescente.
Esse movimento marca o início de um ciclo em que a IA deixa de ser apenas consumidora intensiva de energia e passa a acelerar autonomia energética baseada em renováveis.
Como a IA está impulsionando a transição para energia limpa?
A pesquisa revela uma transformação em escala sistêmica. Setores como manufatura, transporte, edificações e agricultura já utilizam IA para:
- Equilibrar oferta e demanda.
- Otimizar geração renovável.
- Antecipar falhas e aumentar resiliência.
- Reduzir emissões em cadeias de valor.
- Ampliar eficiência em processos industriais.
Entre os data centers, o consumo de energia relacionado à IA deve saltar de 8% para 36%. Essa evolução reforça a urgência de expandir a infraestrutura energética limpa.
Quais barreiras precisam ser superadas para acelerar a transição energética habilitada por IA?
Apesar do otimismo, o progresso permanece desigual. Executivos apontam gargalos que podem limitar o avanço da energia limpa habilitada por IA:
- Limitações da infraestrutura de rede.
- Atrasos regulatórios.
- Barreiras de financiamento.
- Processos de licenciamento complexos.
- Desafios técnicos de integração.
- Para 33%, as restrições de infraestrutura já configuram uma das barreiras mais críticas.
- A pesquisa indica que os próximos 24 meses serão decisivos para fechar a “lacuna de execução” e sustentar a transformação até 2027.
Como organizações estão transformando barreiras em vantagem competitiva?
A inteligência artificial está criando mercados inteiramente novos para inovação energética. Tecnologias que antes levavam décadas para ganhar tração agora avançam em poucos anos, como:
- Solar e eólica de nova geração.
- Sistemas avançados de armazenamento.
- Hidrogênio verde.
- Pequenos reatores modulares (Small Modular Reactors - SMRs).
- Redes inteligentes habilitadas por IA.
O que o recorte Brasil revela sobre IA e energia limpa?
O recorte brasileiro da pesquisa sobre o impacto da IA no uso de fontes energéticas limpas contou com a participação de 33 respondentes.
Destaques:
- 97% acreditam que a IA ajudará a ampliar o acesso à energia limpa.
- 97% acreditam que energia limpa pode suprir a demanda da IA.
- 94% afirmam que a IA acelerará o progresso rumo às metas de net zero.
- 94% já investem ou investirão em energia solar em 12 meses.
- 75% esperam gerar sua própria energia limpa até 2027.
- 64% consideram que os formuladores de políticas avançam lentamente para incorporar os benefícios da IA.
- 53% veem barreiras regulatórias como o principal entrave à expansão da oferta no país.
Tanto globalmente quanto no recorte brasileiro, a conclusão é clara: além de ser compatível com a agenda climática, a IA pode ser um dos motores mais poderosos para acelerar a transição energética.
Ao melhorar previsões, otimizar geração renovável, fortalecer resiliência energética e ampliar a eficiência em sistemas complexos, a IA contribui diretamente para expandir o uso de energia limpa e apoiar metas globais de descarbonização.