Pular para o conteúdo principal




      A pesquisa global A Dupla Promessa da IA: impulsionar resultados positivos para o clima e acelerar a transição energética, produzida pela KPMG, foi realizada com 1.202 líderes do setor de energia em 20 mercados e mostra que a inteligência artificial (IA) e as questões climáticas estão profundamente conectadas.

      A tecnologia não apenas aumenta produtividade e inovação: ela está se tornando um dos vetores mais relevantes para acelerar o avanço rumo à energia limpa, maior resiliência climática e operações sustentáveis.

      Embora a expansão da IA aumente a demanda energética, sobretudo nos grandes data centers, os benefícios climáticos superam esse impacto.

      • 97% dos executivos de energia afirmam que a IA ajuda a acelerar o progresso rumo às metas de net zero
      • 87% a consideram central para alcançá-las

      De que forma a “impressão climática” da IA está se expandindo?

      A IA já habilita soluções que vão além da eficiência operacional, incluindo adaptação climática, proteção da biodiversidade, inovação circular e otimização de recursos.

      Até 2027, 62% dos grandes operadores de dados e IA devem gerar sua própria energia limpa, investindo diretamente em fontes renováveis para atender à demanda crescente.

      Esse movimento marca o início de um ciclo em que a IA deixa de ser apenas consumidora intensiva de energia e passa a acelerar autonomia energética baseada em renováveis.

      Como a IA está impulsionando a transição para energia limpa?

      A pesquisa revela uma transformação em escala sistêmica. Setores como manufatura, transporte, edificações e agricultura já utilizam IA para:

      • Equilibrar oferta e demanda.
      • Otimizar geração renovável.
      • Antecipar falhas e aumentar resiliência.
      • Reduzir emissões em cadeias de valor.
      • Ampliar eficiência em processos industriais.

      Entre os data centers, o consumo de energia relacionado à IA deve saltar de 8% para 36%. Essa evolução reforça a urgência de expandir a infraestrutura energética limpa.

      Quais barreiras precisam ser superadas para acelerar a transição energética habilitada por IA?

      Apesar do otimismo, o progresso permanece desigual. Executivos apontam gargalos que podem limitar o avanço da energia limpa habilitada por IA:

      • Limitações da infraestrutura de rede.
      • Atrasos regulatórios.
      • Barreiras de financiamento.
      • Processos de licenciamento complexos.
      • Desafios técnicos de integração.
      • Para 33%, as restrições de infraestrutura já configuram uma das barreiras mais críticas.
      • A pesquisa indica que os próximos 24 meses serão decisivos para fechar a “lacuna de execução” e sustentar a transformação até 2027.

      Como organizações estão transformando barreiras em vantagem competitiva?

      A inteligência artificial está criando mercados inteiramente novos para inovação energética. Tecnologias que antes levavam décadas para ganhar tração agora avançam em poucos anos, como:

      • Solar e eólica de nova geração.
      • Sistemas avançados de armazenamento.
      • Hidrogênio verde.
      • Pequenos reatores modulares (Small Modular Reactors - SMRs).
      • Redes inteligentes habilitadas por IA.

      O que o recorte Brasil revela sobre IA e energia limpa?

      O recorte brasileiro da pesquisa sobre o impacto da IA no uso de fontes energéticas limpas contou com a participação de 33 respondentes.

      Destaques:

      • 97% acreditam que a IA ajudará a ampliar o acesso à energia limpa.
      • 97% acreditam que energia limpa pode suprir a demanda da IA.
      • 94% afirmam que a IA acelerará o progresso rumo às metas de net zero.
      • 94% já investem ou investirão em energia solar em 12 meses.
      • 75% esperam gerar sua própria energia limpa até 2027.
      • 64% consideram que os formuladores de políticas avançam lentamente para incorporar os benefícios da IA.
      • 53% veem barreiras regulatórias como o principal entrave à expansão da oferta no país.

      Tanto globalmente quanto no recorte brasileiro, a conclusão é clara: além de ser compatível com a agenda climática, a IA pode ser um dos motores mais poderosos para acelerar a transição energética.

      Ao melhorar previsões, otimizar geração renovável, fortalecer resiliência energética e ampliar a eficiência em sistemas complexos, a IA contribui diretamente para expandir o uso de energia limpa e apoiar metas globais de descarbonização.