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      O estudo Venture Pulse Q3 2025, produzido pela KPMG, revela um cenário de forte recuperação do mercado global de capital de risco, impulsionado pela inteligência artificial (IA) e pela retomada gradual das aberturas de capital (IPOs).

      Nos últimos meses de 2025, o ecossistema global de venture capital foi marcado por um grande fluxo de recursos para empresas e soluções de IA, que atraíram a maior parte dos investimentos no trimestre.

      Enquanto os líderes do setor avançam em modelos fundacionais, infraestrutura e parcerias estratégicas, cresce também o número de soluções de IA aplicadas a casos de uso específicos por setor.

      Fora do eixo da IA, investidores demonstram maior maturidade e seletividade, buscando equilíbrio entre inovação, rentabilidade e disciplina de capital.


      Principais resultados globais


      • US$ 121 bilhões investidos em cerca mais de sete mil transações no trimestre.
      • US$ 360,5 bilhões em valor total de saídas (exits), superando 2023 e 2024.
      • Tamanhos medianos de rodadas e valorações permanecem estáveis ou próximos de máximas históricas.
      • A janela de IPOs se reabre gradualmente, indicando recuperação da confiança dos investidores.

      Como evoluíram as Américas e o Brasil no Venture Pulse Q3 2025?


      As Américas completaram um ano seguido de crescimento em capital de risco, consolidando a recuperação pós-pandemia.

      O Brasil ultrapassou US$ 1 bilhão investido no trimestre, enquanto o Canadá atingiu seu melhor desempenho desde o início de 2022.

      Nos Estados Unidos, a confiança do investidor é perceptível:

      • Maior proporção de rodadas com valorização positiva (up rounds).
      • Valorações medianas em alta.
      • 54 IPOs somando mais de US$ 90 bilhões, o maior volume desde 2022.

      As maiores transações envolveram empresas de IA, além de negócios de software corporativo e consumo segmentado, demonstrando diversificação e maturidade do mercado.


      Quais tendências se destacam nas outras regiões do mundo?


      Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), o trimestre confirmou a força dos investimentos em IA, com destaque para empresas com rodadas bilionárias.

      Mesmo sob tensões geopolíticas e volatilidade econômica, a região apresenta sinais de otimismo cauteloso: o terceiro trimestre de 2025 registrou o maior valor de exits desde 2021 (US$ 27,8 bilhões).

      Na região Ásia-Pacífico (APAC), os dados indicam atividade moderada, porém resiliente: os fundos regionais captaram cerca de US$ 22 bilhões, o volume mais baixo já registrado, mas os exits chegaram a US$ 90 bilhões, com mais de 400 operações concluídas.

      O foco segue na inteligência artificial e na consolidação tecnológica, especialmente na China, com forte presença de empresas ligadas à tecnologia de defesa.


      Quais aprendizados o relatório traz para o mercado global?


      O Venture Pulse Q3 2025 evidencia um ciclo de maturidade no capital de risco global, marcado por seletividade e disciplina financeira. Entre os principais insights estão:

      • A IA como principal vetor de investimento em todas as regiões.
      • A reabertura gradual da janela de IPOs, indicando maior liquidez.
      • A preferência por fundadores experientes e negócios com sustentabilidade financeira.
      • O avanço de estruturas híbridas, como venture debt e project finance.
      • O fortalecimento da governança e gestão de riscos como diferenciais competitivos.

      Destaques do Venture Pulse Q3 2025

      • Global: US$ 121 bilhões investidos; US$ 360,5 bilhões em exits.
      • Américas: Brasil supera US$ 1 bilhão; 54 IPOs somam US$ 90 bilhões.
      • EMEA: recorde de US$ 27,8 bilhões em exits.
      • APAC: US$ 22 bilhões em captação; US$ 90 bilhões em exits.

      Conclusão


      O estudo confirma que o mercado global de capital de risco entrou em uma nova fase de maturidade. O entusiasmo inicial despertado pelas startups de IA está evoluindo para um ciclo mais racional, em que inovação e prudência caminham juntas. 

      Investidores buscam fundamentos sólidos, empresas demonstram maior disciplina financeira e a integração entre tecnologia e estratégia redefine a geração de valor.

      Em meio à retomada das aberturas de capital e à diversificação regional, o relatório sinaliza um cenário de oportunidades para quem alia visão de longo prazo e governança robusta.

      A consolidação desse movimento mostra que o capital de risco segue como um motor essencial da transformação econômica global e de oportunidades relevantes para o mercado.