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      2025 Global Family Office Compensation Benchmark Report

      A publicação 2025 Global Family Office Compensation Benchmark Report, produzida pela KPMG, mostra como os family offices estão se consolidando como organizações sofisticadas no mundo e chama atenção do Brasil para esta tendência. 

      A pesquisa revela dados inéditos sobre remuneração, sucessão, governança e desafios globais dessas empresas.

      Uma das principais constatações do estudo é a crescente profissionalização dos family offices. Hoje, mais de 40% já atendem a duas gerações, reforçando a necessidade de estruturas de governança sólidas e planos de sucessão bem definidos.

      O ambiente global turbulento também acelerou a busca por estabilidade, com foco maior em preservação da riqueza e eficiência operacional. 


      62% dos profissionais receberam aumento salarial em 2024/25.

      43% dos family offices administram riqueza para duas gerações.

      51% já contam com um plano formal de sucessão.

      Quais são as tendências em remuneração?

      A pesquisa mostra que 65% dos respondentes recebem bônus discricionário e 28% têm acesso a Planos De Incentivo de Longo Prazo (em inglês, Long-term Incentive Plans - LTIPs).

      Apesar de remunerações competitivas, a retenção de talentos permanece como desafio, especialmente diante da expansão global e da concorrência com setores estruturados como bancos e gestoras de ativos.


      71% dos family offices permitem trabalho remoto.

      76% dos profissionais são homens; apenas 22% mulheres.

      12% dos executivos podem receber mais de 100% do salário em bônus anuais.

      De que forma a sucessão impacta os family offices?

      A maturidade do setor também se reflete na governança. O estudo aponta que 25% dos beneficiários finais dos family offices (em inglês, ultimate beneficial owners - UBOs) ocupam a posição de CEO, enquanto 51% das empresas familiares que possuem family offices têm planos formais de sucessão. 

      Essa estrutura é fundamental para lidar com a transição de riqueza entre gerações.

      Onde cresce a presença internacional dos family offices?

      A presença internacional dos family offices cresce rapidamente. Em 2023, 30% dos Family Offices tinham mais de uma localidade; em 2025, o número desses negócios com mais de um local de funcionamento subiu para 44%.

      Os principais fatores de realocação são tributação (46%) e motivos familiares (38%). A mobilidade das famílias com elevado patrimônio líquido (em inglês, Ultra High Net Worth -UHNW) reforça a busca por localidades mais atrativas.

      Qual é o futuro dos family offices?

      Os family offices estão se tornando cada vez mais sofisticados, globais e voltados ao longo prazo. A remuneração evolui para modelos estruturados e sustentáveis, enquanto a governança e a sucessão ganham prioridade para tornar viável e eficiente a criação e desenvolvimento destas estruturas.

      Esse movimento vem transformando o papel dos family offices no mercado financeiro global, em constante adaptação às mudanças econômicas, políticas e sociais.

      O relatório mostra que, em 2025, os family offices já não são apenas estruturas discretas de gestão de riqueza. Eles representam um setor estratégico em crescimento, cada vez mais sofisticado e global. 

      As tendências apontam para maior maturidade, com atenção à sucessão e expansão internacional, enquanto a remuneração evolui para modelos mais estruturados, com bônus, LTIPs e valorização da retenção de talentos. Essa combinação de profissionalização e incentivos coloca os family offices num papel relevante no que se refere ao futuro das finanças globais.