O Brasil subiu para o 10º lugar no Air Taxi Readiness Index 2024, destacando-se entre 60 territórios avaliados por sua prontidão para a nova geração de veículos de decolagem e pouso vertical (VTOL). É a indústria de aviação nacional, em especial a mobilidade aérea urbana, dando sinais de vitalidade.
O estudo Air Taxi Readiness Index 2024, produzido pela KPMG e em sua quarta edição, é uma ferramenta para medir o nível de preparação para a próxima geração de veículos de decolagem e pouso vertical (VTOL, do inglês: Vertical Take-Off and Landing) para passageiros e cargas em 60 países selecionados.
Trata-se de um índice composto que combina quase 50 métricas individuais de várias fontes em uma pontuação única. Essas métricas são organizadas em cinco pilares: aceitação do consumidor, infraestrutura, políticas e legislação, tecnologia e inovaçã, e oportunidades de negócios.
Cada território recebe uma pontuação para cada pilar. Essas pontuações são agregadas ao nível nacional, sendo depois convertidas em classificações relativas entre os 60 países. Os três primeiros colocados no ranking geral são Estados Unidos, China e Reino Unido.
Esses líderes permanecem em posições inalteradas pelo terceiro ano consecutivo, consolidando seu status como mercados-chave de longo prazo. Já o Brasil subiu uma posição no ranking geral, indo de 11º em 2023 para 10º em 2024.
Esse avanço brasileiro está alinhado com a infraestrutura robusta e as ações regulatórias proativas do país. Ou seja: além de ter boa estrutura para lidar com novas tecnologias, o Brasil está tomando medidas antecipadas para incentivar e regular essas inovações.
Trata-se de um ambiente controlado, no qual as empresas podem experimentar novos modelos e tecnologias de mobilidade aérea. Isso permite que essas inovações sejam testadas com segurança e que todos os envolvidos aprendam e ajustem seus processos antes de uma implementação em larga escala.
Mobilidade aérea tende a crescer no Brasil
Esse esforço conjunto da ANAC e das empresas ajuda a garantir que, quando as aeronaves VTOL começarem a operar no Brasil, tanto a infraestrutura quanto as regras estarão prontas para receber a nova tecnologia, com muito mais segurança e eficiência.
São Paulo apresenta condições adequadas para assumir o protagonismo no uso de VTOL. Hoje, a cidade já é um dos maiores hubs de operações aéreas urbanas do mundo, com mais de 410 helicópteros e 260 helipontos, além de 2.200 decolagens e pousos diários.
Essa experiência com diversos modelos de mobilidade aérea coloca a cidade de São Paulo em posição de vantagem para absorver as operações de VTOL e estabelecer um novo padrão para a mobilidade aérea urbana.
O envolvimento das autoridades brasileiras no controle de tráfego aéreo é um diferencial importante para garantir segurança e confiança nas operações de baixa altitude.
Embora São Paulo lidere as operações de mobilidade aérea urbana, outras nove capitais se preparam para adotar EVTOLs em grande escala, ampliando o mercado além do eixo paulista.
Entre as cidades com maior potencial, incluem-se Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Essa regionalização sugere um mercado diversificado, com operações voltadas para B2C (negócios para o consumidor final), B2B2C (parceiros comerciais) e B2B (negócios entre empresas).
Em síntese, o Brasil está bem posicionado para se destacar no cenário global da economia de baixa altitude. O lançamento das operações de EVTOLs até 2026 representa um passo importante para a aviação brasileira, que cada vez mais sobressai como um setor sustentável e inovador.