No dinâmico ambiente empresarial, a apresentação dos resultados financeiros desempenha um papel crucial na construção da confiança de investidores e stakeholders. Recentemente, a Resolução CVM 162 alterou a definição de emissor operacional contida na Resolução CVM 80, permitindo o uso das demonstrações financeiras combinadas auditadas para demonstrar a receita do emissor no último exercício e torna expressamente proibido o uso de demonstrações financeiras pro forma para esse fim. Esta mudança é de especial importância para os emissores que realizam reestruturações societárias anteriormente ao IPO, em particular aquelas em que há a constituição de nova holding para ser o emissor no IPO com contribuição de ativos e subsidiárias operacionais para a nova holding.
IPOs de emissores pré-operacionais seguem sujeitos à limitação de público-alvo da oferta (somente investidores qualificados) e às restrições de negociação no mercado secundário apenas entre investidores qualificados (pelo período de 18 meses a contar do encerramento da oferta e da admissão à negociação em bolsa). Com essa alteração contida na Resolução da CVM citada, se faz necessária uma avaliação sobre as elaborações das demonstrações financeiras. Este artigo avalia estratégias avançadas de elaboração de demonstrações financeiras, concentrando-se em demonstrações combinadas e/ou carve-out. Ele examina conceitos fundamentais, diretrizes regulatórias e benefícios associados a essas demonstrações, ressaltando sua relevância em diversos contextos contábeis. A utilização de demonstrações financeiras combinadas e/ou carve-out, conhecidas também como “combined and/or carve-out financial statements” são práticas essenciais no domínio contábil, representando instrumentos poderosos na comunicação transparente e eficiente do desempenho corporativo.