Iniciativas de IPO Readiness vêm ganhando relevância ao longo de 2025. Isso ocorre porque, após um período de instabilidade, os principais bancos centrais do mundo iniciaram um movimento de redução de juros.
Nos Estados Unidos e na Europa, as taxas foram cortadas em 25 pontos-base no final de 2024, sinalizando um possível ciclo de normalização monetária que agora se encontra em andamento. A expectativa é que o custo de capital mais baixo e a melhora na confiança dos investidores impulsionem uma retomada gradual das ofertas públicas iniciais (IPOs).
A atividade tem avançado de forma seletiva, com destaque para os setores de tecnologia, consumo e serviços financeiros — responsáveis por mais de 60% do pipeline global de IPOs previstos para 2026, segundo dados da KPMG.
Nesse cenário, é fundamental que as empresas brasileiras avaliem como se preparar para as oportunidades. Para muitas delas, revisitar frameworks de IPO Readiness tem sido um caminho para estruturar melhor essa preparação.
Mercados de capitais buscam equilíbrio
Apesar do otimismo, o mercado opera sob cautela. A volatilidade geopolítica, a desaceleração da China e as incertezas fiscais na Europa e nos Estados Unidos continuam influenciando o apetite dos investidores.
Mesmo assim, há consenso entre analistas de que o ambiente caminha para uma retomada mais consistente, impulsionada por fundamentos sólidos e uma base de investidores mais confiante. Na Europa, a redução de juros e o ambiente de valuations atrativos estão estimulando um pipeline mais robusto.
Nos Estados Unidos, o setor de fintechs dá sinais de recuperação, com grandes nomes retomando planos de abertura de capital. Essas tendências reforçam a visão de que o mercado global passa por um período de transição relevante.
Reflexo local
O movimento internacional tende a impactar positivamente o País. Com expectativa de maior previsibilidade macroeconômica, o mercado de capitais brasileiro se torna mais atrativo para novas emissões. A B3 observa aumento no número de empresas em estágio avançado de preparação para o IPO, especialmente nos setores de tecnologia, varejo e energia renovável.
Para as empresas brasileiras, é hora de cuidar do planejamento. A janela global ainda se mostra seletiva, mas o fortalecimento das estruturas de governança e a clareza da estratégia de crescimento são diferenciais decisivos para capturar o interesse dos investidores quando o mercado se abrir de forma mais ampla.
A importância da IPO Readiness
Mais do que uma tendência, a prontidão para o IPO é um diferencial competitivo. Empresas que iniciam seu processo de preparação com antecedência — avaliando aspectos financeiros, societários e estratégicos — conseguem ter um posicionamento melhor para aproveitar janelas de oportunidade, mesmo em contextos voláteis.
A KPMG é uma aliada estratégica de empresas que buscam acessar o mercado de capitais com solidez e credibilidade. A abordagem de IPO Readiness da Organização presta suporte desde o diagnóstico inicial até a adequação regulatória e a construção da narrativa de valor.
O que esperar para 2026
O cenário indica um período de transição para os mercados de capitais globais e locais. Com juros mais baixos, valuations mais equilibrados e maior apetite por ativos de qualidade, as condições tendem a se tornar ainda mais favoráveis para novas listagens, sobretudo para empresas com histórico de governança, sustentabilidade e rentabilidade comprovada.
Para o Brasil, 2026 se apresenta como um ano de consolidação do retorno gradual das ofertas públicas. Empresas que se mantiverem disciplinadas e transparentes terão mais chances de transformar o contexto global em oportunidades reais.
Conclusão
O ambiente global começa a mostrar sinais mais claros de recuperação e confiança. As empresas que combinam visão estratégica, boa governança e preparação técnica estarão prontas para aproveitar a nova fase do mercado de capitais.
Com expertise local e alcance global, a KPMG segue comprometida em apoiar organizações em todas as etapas da jornada de abertura de capital.
Caio Castro
Sócio da área de Finance & Accounting Advisory Services - F&A
KPMG no Brasil
Vinicius Andreatini
Sócio-diretor da área de Finance & Accounting Advisory Services - F&A
KPMG no Brasil
Victor Gomes Araújo
Gerente Senior de Finance & Accounting Advisory Services - F&A
KPMG no Brasil