O crescimento econômico está historicamente associado ao consumo de aço, em países relativamente pobres o crescimento é frequentemente associado à industrialização e ao alto consumo de minerais. Esse consumo, porém, costuma diminuir conforme o setor de serviços avança.
A América Latina ainda está em uma fase crescente na relação entre consumo de aço e crescimento econômico. E as características únicas da região favorecem o desenvolvimento de uma indústria siderúrgica sustentável.
A chave para a América Latina pode estar em apostar no hidrogênio verde. Conforme os custos de produção das energias renováveis caem, projetos focados em combustíveis sustentáveis começam a ganhar destaque.
O aço será essencial na jornada rumo à descarbonização, não somente por viabilizar várias fontes de energia renovável, mas também por sua jornada rumo ao zero líquido ser atrelada à necessidade de produção de tecnologias limpas.
A América Latina tem uma oportunidade única nesse contexto, sendo uma das regiões com as melhores perspectivas de produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis com custos mínimos de produção.
No entanto, para que isso aconteça, ainda é necessário superar diversas barreiras, como a criação de métodos inteligentes de limitar importações de aço chinês. Superados os obstáculos, a região tem o potencial de se posicionar como líder na transição para o net zero.