Saltar para conteúdo principal


      Como navegar a transformação na era da IA

      A transformação empresarial entrou numa nova fase. À medida que as economias se tornam cada vez mais inteligentes e assentes em IA, dados de confiança, infraestrutura digital e ecossistemas interligados, está a mudar a forma como as organizações operam e as capacidades necessárias para competir.

      Com a inteligência incorporada na tomada de decisão, nas operações, nas experiências dos clientes e nos fluxos de trabalho, a transformação empresarial deixa de ocorrer através de iniciativas isoladas. A mudança acontece de forma contínua em toda a empresa, criando um nível de complexidade que a maioria das organizações não foi concebida para absorver. Atualmente, as organizações gerem, em média, 3,5 iniciativas de transformação em simultâneo, frequentemente abrangendo várias funções e ambientes operacionais ao mesmo tempo. O que antes era pontual tornou-se contínuo. A pressão para alinhar prioridades, coordenar a execução e sustentar o desempenho aumenta à medida que a transformação acelera.

      A maioria das organizações está, no entanto, a acelerar a transformação mais rapidamente do que redesenha a empresa para a sustentar.

      Com base num inquérito global a 1.750 líderes sénior de transformação em 20 países, bem como em perspetivas de organizações da rede de alianças da KPMG, incluindo ServiceNow, Workday, SAP e Oracle, o relatório Transforming the Enterprise 2026 analisa uma mudança crítica: examina por que razão os modelos tradicionais de coordenação estão a deixar de funcionar e por que motivo a orquestração empresarial se está a tornar a capacidade determinante para um desempenho sustentado na empresa do futuro.

      Principais conclusões

      O desempenho empresarial não está a acompanhar o ritmo


      Menos de
      um terço


      das organizações reporta alcançar um impacto empresarial significativo e transversal decorrente dos seus programas de transformação.

      3,5 iniciativas de
      transformação


      É o que cada organização tem, em média, a decorrer ao mesmo tempo.
       

      As organizações estão a investir significativamente em IA, capacidades digitais e transformação do modelo operativo. Ainda assim, os resultados à escala de toda a empresa continuam a ser desiguais e muitas organizações têm dificuldade em converter a atividade de transformação num desempenho empresarial sustentado.

      O défice de competências está a aumentar

      As organizações compreendem cada vez melhor quais as competências que irão determinar a competitividade e a criação de valor empresarial a longo prazo. Poucas consideram tê-las desenvolvido à escala de toda a empresa.

      Gráfico de barras sobre o défice de competências. Compara, em cinco áreas de competência, a percentagem de organizações que considera cada capacidade crítica para a vantagem competitiva futura com a percentagem que afirma ser actualmente líder nessa capacidade. Em Competências fundamentais de tecnologia e dados, 61% consideram a capacidade crítica e 13% consideram a organização líder. Em Competências de relacionamento com os clientes, os valores são igualmente 61% e 13%. Em Capacidades operacionais transversais à organização, 58% consideram a capacidade crítica e 12% afirmam ser líderes. Em Modernização dos serviços internos de suporte, os valores são 55% e 12%, respectivamente. Em Capacidades operacionais preditivas, 55% consideram a capacidade crítica e 11% consideram a organização líder.

      A confiança é reconhecida como crítica, mas não é incorporada de forma consistente

      Apenas 24% integram proativamente a gestão de risco de IA na estratégia e no ciclo de vida da tecnologia.


      Gráfico de integração proactiva da gestão de risco de IA na estratégia e no ciclo de vida da tecnologia, indicando 24%

      60% das organizações veem a confiança e o governance como um diferenciador estratégico e apenas 28% medem os resultados operacionais ou de receita associados a uma IA de confiança.

      Os primeiros ganhos com a IA estão a expor limitações operacionais mais profundas

      Embora 48% das organizações reportem que a IA já gerou ganhos significativos de produtividade, apenas 11% indicam ter alcançado um impacto substancial à escala de toda a empresa.


      Gráfico de ganhos de produtividade, indicando 11%

      A IA está a acelerar a produtividade e a experimentação, mas muitas organizações estão a acrescentar IA a fluxos de trabalho fragmentados e sistemas desconectados. A criação de valor sustentado depende do redesenho do trabalho, da tomada de decisão e da execução em toda a empresa, suportado por uma estratégia empresarial de IA mais robusta, por um governance empresarial da IA e pela confiança a nível empresarial.

      A orquestração empresarial está a tornar-se a capacidade de liderança determinante


      Apenas 14% das organizações consideram estar entre as empresas com melhor desempenho relativamente aos seus pares.

      Gráfico de desempenho, indicando 14%

      As organizações que estão a ganhar vantagem não estão necessariamente a passar por um processo de transformação mais extenso. Conseguem, isso sim, alinhar melhor as prioridades, integrar a execução e orientar a transformação de forma coerente em sistemas, fluxos de trabalho e decisões interligados.


      Três prioridades para orquestrar a transformação empresarial

      • Reforçar as bases

        Reforçar as bases de tecnologia, dados, confiança e governance necessárias para escalar a IA e a transformação empresarial com confiança. As organizações líderes estão a criar ambientes resilientes e interoperáveis, nos quais a inteligência, a tomada de decisão e a execução podem funcionar de forma integrada em toda a empresa.

      • Redesenhar o trabalho

        Redesenhar os fluxos de trabalho, os modelos operativos e as estruturas da força de trabalho em torno da colaboração entre pessoas e IA. Um desempenho sustentado depende de repensar a forma como o trabalho flui entre funções, sistemas, decisões e cadeias de valor, adotando simultaneamente uma abordagem integrada à força de trabalho que articule pessoas, agentes de IA, automação e tomada de decisão num modelo operativo coordenado.

      • Repensar a empresa

        Ir além da coordenação de iniciativas e passar a orquestrar a empresa como um sistema integrado e em evolução contínua. A orquestração empresarial permite às organizações alinhar prioridades, integrar a execução e orientar dinamicamente decisões, capacidades e recursos em atividades interligadas, à medida que as condições mudam.



      Transformar a Empresa

      Descubra como as organizações podem desbloquear crescimento, velocidade, resiliência e vantagem competitiva.


      A transformação empresarial mede-se também pela capacidade de articular e converter em resultados concretos as iniciativas e os projectos de transformação. Quando não existe uma execução planeada e coordenada, a fragmentação pode gerar ineficiências, custos adicionais e atrasos na adaptação. A inteligência artificial reforça esta exigência, pois o seu valor pode depender da conjugação entre dados de qualidade, modelos operacionais, competências e confiança. As organizações que conseguirem integrar estes elementos, poderão estar melhor posicionadas para transformar o investimento em impacto efectivo para o negócio, e assim poderão destacar-se melhor da concorrência.
      Carlos Borges

      Head of Advisory da KPMG Angola


      Sobre o estudo

      Transforming the Enterprise 2026 baseia-se num inquérito global a mais de 1.750 líderes sénior de transformação em 20 países, realizado em fevereiro de 2026. Entre as pessoas inquiridas estão membros da C-suite e líderes funcionais das áreas de Finanças, Front Office, Recursos Humanos, Cadeia de Abastecimento, Risco e Tecnologia.

      Conteúdo Relacionado



      Temos uma solução para o seu desafio

      Descubra como a KPMG pode ajudá-lo e à sua empresa.