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      KPMG Compliance Summit discute como fortalecer a cultura de integridade da sua empresa em tempos de IA 

      A crescente adoção da inteligência artificial pelas organizações vem transformando processos, modelos de negócio e formas de tomada de decisão. E, ao mesmo tempo em que trazem escala, capacidade analítica e velocidade de resposta, a IA também traz consigo novos desafios relacionados à ética, à transparência, à governança e à responsabilidade organizacional.

      É neste cenário que estruturas tradicionais de compliance, concebidas para contextos mais previsíveis e lineares, passam a revelar limitações. Fortalecer a cultura de integridade passa, cada vez mais, por integrar tecnologia, governança e comportamento organizacional.

      Mas como é possível enfrentar esses desafios e criar condições para que a inovação avance de forma consistente, sustentável e alinhada aos valores corporativos, preservando a confiança de colaboradores, clientes, reguladores e da sociedade? Confira a discussão do Compliance Summit da KPMG, que aconteceu em dezembro de 2025. 

       

      O desafio da IA no equilíbrio entre inovação e responsabilidade
       

      À medida que a IA se espalha pelas áreas de negócio, estamos vendo surgir uma série de novas perguntas que vão além da tecnologia em si. Por exemplo:

      • Quem é responsável por uma decisão automatizada?

      • Como garantir que modelos não reproduzam vieses ou práticas discriminatórias?

      • Até que ponto a automação reduz riscos ou apenas os desloca para outros pontos da operação?

      Questões como essas e outras sobre aplicabilidade dos modelos, viés algorítmico, proteção de dados, segurança da informação e definição de responsabilidades tornam-se centrais. 

      E um dos pontos é que o nosso olhar tradicional já não consegue acompanhar o que acontece: há pouca visibilidade sobre onde a IA está sendo utilizada, com quais dados e sob quais critérios, o que dificulta a criação de mecanismos eficazes de supervisão e controle.

      Nesse contexto, a governança da IA assume papel estratégico. Definir diretrizes claras, estabelecer processos de inventário e monitoramento, garantir supervisão humana adequada e alinhar o uso da tecnologia aos princípios éticos da organização são passos fundamentais para equilibrar inovação e responsabilidade.

      Esses desafios têm sido amplamente debatidos por executivos e especialistas em governança, risco e compliance. E durante o Compliance Summit da KPMG, lideranças de diferentes setores discutiram como estruturar modelos de governança capazes de acompanhar a velocidade da IA sem comprometer princípios éticos, requisitos regulatórios e expectativas de stakeholders.

      LINK https://www.youtube.com/watch?v=wvlPI3z6Mwk

      Carolina Paulino

      Sócia-líder de Forensic

      KPMG no Brasil


      O uso da tecnologia em arbitragens e decisões sensíveis

      Além de processos regulatórios e segurança, outro ponto importante no debate sobre como equilibrar inovação e responsabilidade na era da inteligência artificial envolve a tomada de decisões, especialmente em situações de arbitragem ou desafios éticos.

      Isso acontece porque, à medida que a IA passa a apoiar decisões em contextos mais críticos, como arbitragens, investigações, avaliações de risco e resolução de conflitos, estamos vendo surgir novas reflexões sobre integridade, equidade e transparência nos processos decisórios.
       

      Impactos e soluções
       

      Em ambientes regulados ou com alto impacto reputacional, decisões automatizadas podem amplificar riscos quando não estão ancoradas em dados confiáveis, critérios claros e mecanismos robustos de validação. E, somado a isso, a ausência desses elementos pode resultar em vieses sistêmicos, falhas de julgamento e perda de confiança institucional.

      Por outro lado, quando inserida em um arcabouço sólido de governança, a tecnologia pode fortalecer práticas de compliance, sem vieses nas decisões. Isso porque ferramentas baseadas em IA também podem ser usadas para permitir a identificação de padrões de comportamento, priorizar riscos, apoiar investigações e ampliar a capacidade de monitoramento contínuo, contribuindo para decisões mais consistentes, documentadas e auditáveis.

      É neste cenário que o uso responsável da tecnologia aparece como uma das formas mais importantes para ajudar as organizações a fortalecerem seus pilares Social e de Governança do ESG.

      Para isso, porém, é preciso pensar em outras questões além de quais tecnologias devem ser investidas com prioridade, indo desde a construção de políticas claras, controles adequados e supervisão humana permanente.

      Se quiser ver essa discussão em detalhes, confira o painel O uso da tecnologia (IA) em arbitragens – Árbitros, Partes e Peritos realizado no Compliance Summit da KPMG.
       

      Perspectivas para uma cultura de integridade orientada por tecnologia
       

      A inteligência artificial redefine o papel do compliance e da governança nas organizações. De funções predominantemente reativas, essas áreas passam a atuar de forma mais estratégica, antecipando riscos, apoiando decisões e contribuindo para a sustentabilidade do negócio.

      Nesse novo contexto, fortalecer a cultura de integridade não se limita a mitigar riscos ou atender exigências regulatórias. Trata-se de construir uma base de confiança que permita às organizações inovarem com responsabilidade, mantendo coerência entre tecnologia, processos e valores institucionais.

      Organizações que conseguem integrar esses elementos tendem a ser mais resilientes diante de ambientes regulatórios em constante evolução, com maior escrutínio público e expectativas crescentes por transparência e ética corporativa.

      Se quiser conhecer mais sobre cultura de integridade, pode acompanhar o nosso especial sobre o Futuro do Compliance para preparar-se para a nova era inteligente com mais clareza, informação e resultado. E conte com as soluções KPMG Upright, que auxiliam a gestão integrada e estratégica para ajudar a sua empresa a prevenir e solucionar casos de fraudes e desvios de conduta.