Produzida pelo Energy Institute (EI) em aliança com a Ember e em colaboração com a KPMG e a Kerney, a publicação Statistical Review of World Energy 2026 oferece uma visão abrangente da produção, do consumo e das emissões globais de energia.
Tendências energéticas
Os sistemas globais não estão convergindo para um único caminho de transição energética, mas se fragmentando diante de pressões geopolíticas, de segurança e de demanda, contribuindo para tendências de energia diferentes por região geográfica.
A estratégia energética deve ser prioridade do conselho administrativo e não apenas uma questão operacional. Uma abordagem global única para o abastecimento, aquisição e investimento em energia não é mais viável, pois cada mercado exige sua própria estratégia.
O custo da resiliência é, em muitos casos, menor do que o custo de uma interrupção. O abastecimento diversificado e a redução da dependência de fontes únicas de petróleo bruto, gás, produtos refinados e minerais essenciais se tornaram vantagens competitivas.
Os custos da energia solar e de seu armazenamento estão evoluindo de forma que muitas regiões não exigem mais apoio político, enquanto o hidrogênio e a captura e armazenamento de carbono continuam fortemente dependentes de políticas públicas.
Principais conclusões
Resiliência diante de múltiplos riscos
A pesquisa observa tendências energéticas divergentes, com sistemas globais de energia não mais convergindo para um único caminho de transição, mas sim fragmentados sob o peso de pressões geopolíticas.
Diante deste cenário, é necessário reestruturar as estratégias energéticas do zero. As empresas que navegarão com sucesso por estes novos desafios são aquelas que tratam sua estratégia energética como prioridade.
O capital alocado a tecnologias com verdadeiro impulso comercial pode gerar retornos mais confiáveis do que o capital direcionado a estruturas políticas que podem não sobreviver ao próximo ciclo eleitoral.
À medida que a lacuna entre os compromissos climáticos e a realidade das emissões se amplia, o escrutínio dos planos de transição climática das empresas se intensificará. O que diferenciará as empresas será a capacidade de garantir resiliência diante múltiplos riscos.