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      Produzida pelo Energy Institute (EI) em aliança com a Ember e em colaboração com a KPMG e a Kerney, a publicação Statistical Review of World Energy 2026 oferece uma visão abrangente da produção, do consumo e das emissões globais de energia.

      Tendências energéticas

      Os sistemas globais não estão convergindo para um único caminho de transição energética, mas se fragmentando diante de pressões geopolíticas, de segurança e de demanda, contribuindo para tendências de energia diferentes por região geográfica.

      A estratégia energética deve ser prioridade do conselho administrativo e não apenas uma questão operacional. Uma abordagem global única para o abastecimento, aquisição e investimento em energia não é mais viável, pois cada mercado exige sua própria estratégia.

      O custo da resiliência é, em muitos casos, menor do que o custo de uma interrupção. O abastecimento diversificado e a redução da dependência de fontes únicas de petróleo bruto, gás, produtos refinados e minerais essenciais se tornaram vantagens competitivas.

      Os custos da energia solar e de seu armazenamento estão evoluindo de forma que muitas regiões não exigem mais apoio político, enquanto o hidrogênio e a captura e armazenamento de carbono continuam fortemente dependentes de políticas públicas.

      Principais conclusões

      • Demanda recorde por energia

        O fornecimento total de energia (Total Energy Supply - TES) cresceu 1,7%, com todas as principais fontes de energia atingindo níveis recordes pelo segundo ano consecutivo

      • Avanço na redução de emissões de carbono

        As energias renováveis foram a maior fonte de crescimento do TES pela primeira vez fora de um período de recessão, com a energia solar sendo responsável por 71% desse aumento.

      • Emissões dos EUA crescem mais rapidamente do que as da China

        As emissões dos EUA cresceram 3,2%, impulsionadas por um aumento de 13% na geração de energia a carvão, resultando em quatro vezes o crescimento da China.

      • Crescimento acelerado da energia solar e do armazenamento

        A geração de energia solar cresceu 30% em todo o mundo, enquanto a capacidade das baterias aumentou 66%, reforçando seu papel como as tecnologias limpas que mais crescem.

      • Intensificam-se as pressões sobre a segurança energética

        Um crescimento de 5,1% na produção de petróleo nas Américas ajudou a amenizar os impactos do atual conflito no Oriente Médio.

      Resiliência diante de múltiplos riscos

      A pesquisa observa tendências energéticas divergentes, com sistemas globais de energia não mais convergindo para um único caminho de transição, mas sim fragmentados sob o peso de pressões geopolíticas.

      Diante deste cenário, é necessário reestruturar as estratégias energéticas do zero. As empresas que navegarão com sucesso por estes novos desafios são aquelas que tratam sua estratégia energética como prioridade.

      O capital alocado a tecnologias com verdadeiro impulso comercial pode gerar retornos mais confiáveis do que o capital direcionado a estruturas políticas que podem não sobreviver ao próximo ciclo eleitoral.

      À medida que a lacuna entre os compromissos climáticos e a realidade das emissões se amplia, o escrutínio dos planos de transição climática das empresas se intensificará. O que diferenciará as empresas será a capacidade de garantir resiliência diante múltiplos riscos.