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      A quarta edição da Pesquisa de Maturidade da Auditoria Interna, produzida pela KPMG e com o apoio do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil), mostra que as organizações têm avançado na estruturação formal da auditoria interna. Ao mesmo tempo, os resultados indicam que ainda existem desafios importantes para consolidar uma atuação mais integrada, analítica e estratégica.

      Realizada entre novembro de 2025 e março de 2026, a pesquisa registrou o maior número de respondentes da série histórica, reforçando o interesse crescente das organizações em compreender e evoluir suas práticas de auditoria interna.

      Pesquisa de Maturidade da Auditoria Interna - 4ª edição




      Destaques

      • 28% das organizações estão no nível “fraco” de maturidade.
      • 20% já alcançaram o estágio “avançado”.
      • 22% apresentam nível “integrado”.
      • 37% destinam até R$ 300 mil anuais para auditoria interna.
      • Serviços financeiros representam 20% da amostra.
      • A região Sudeste concentra 57% das empresas participantes.


      O que a pesquisa revela sobre a maturidade da auditoria interna?

      Os resultados mostram uma realidade heterogênea. Embora exista avanço em práticas formais de governança, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para transformar a auditoria interna em uma função efetivamente estratégica.

      Na comparação com a edição anterior, houve crescimento dos níveis “integrado” e “avançado”, indicando evolução em parte das organizações. Porém, o percentual classificado como “fraco” também aumentou, evidenciando que a maturidade da auditoria interna ainda é bastante desigual no mercado brasileiro. 

      Quais são os principais desafios para a auditoria interna?

      A pesquisa aponta que um dos principais desafios está no descompasso entre maturidade formal e maturidade efetiva. Em muitos casos, as organizações já contam com:

      • Planos estruturados.
      • Metodologias definidas.
      • Relatórios padronizados.
      • Maior envolvimento dos conselhos e comitês.

      No entanto, ainda existe forte predominância de uma atuação reativa, baseada em abordagens tradicionais e com uso limitado de dados, analytics e monitoramento contínuo.

      Outro ponto relevante é a baixa adoção de tecnologias de governança, riscos e compliance (GRC), além da limitada implementação de auditoria contínua e automação. Nesse cenário, a transformação digital da auditoria interna ainda ocorre de forma desigual entre as organizações.

      Como a tecnologia e a capacitação impactam a auditoria interna?

      A pesquisa evidencia que tecnologia e desenvolvimento de pessoas precisam evoluir de forma integrada.

      Os dados indicam que parte relevante das organizações ainda apresenta baixo investimento em programas estruturados de capacitação e certificações profissionais, como a credencial Certified Internal Auditor (CIA).

      Ao mesmo tempo, a adoção de ferramentas tecnológicas ainda ocorre de forma limitada em muitas empresas.

      O estudo mostra que:

      • Tecnologia sem capacitação tende a gerar automações restritas;
      • Capacitação sem tecnologia mantém a auditoria ancorada em práticas tradicionais.

      Nesse contexto, o fortalecimento da auditoria interna depende da combinação entre:

      • Uso estratégico de dados.
      • Digitalização de processos.
      • Desenvolvimento técnico das equipes.
      • Maior alinhamento com as prioridades do negócio.

      Qual é o papel estratégico da auditoria interna?

      A pesquisa reforça que a consolidação da auditoria interna como trusted advisor não deve ser vista apenas como consequência natural da evolução das organizações.

      Para avançar nesse processo, é necessário haver:

      • Fortalecimento da governança.
      • Maior envolvimento da alta administração.
      • Integração com gestão de riscos e compliance.
      • Priorização estratégica da função pelas lideranças.
      • Evolução contínua da maturidade organizacional.

      Mais do que atuar apenas na conformidade, a auditoria interna tende a assumir papel relevante no apoio à tomada de decisão, na identificação de riscos emergentes e na geração de valor para os negócios.

      Como a auditoria interna deve evoluir nos próximos anos?

      O cenário regulatório, o avanço da digitalização e o aumento da complexidade operacional devem ampliar a demanda por auditorias mais integradas, analíticas e conectadas às prioridades estratégicas das organizações.

      Nesse contexto, temas como analytics, automação, auditoria contínua e monitoramento de riscos emergentes, entre outros, devem ganhar relevância crescente nas estratégias de evolução da auditoria interna.

      A pesquisa mostra que a transformação da função já está em curso; ao mesmo tempo, evidencia oportunidades importantes para ampliar sua capacidade de geração de valor, fortalecer a governança corporativa e apoiar a administração em ambientes de negócios cada vez mais dinâmicos e complexos.