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      O ano de 2026 deve continuar desafiador para as cadeias de suprimentos, que devem enfrentar uma série de dificuldades que ameaçam interrupções em seus negócios. No estudo Principais Tendências em Supply Chain para 2026, produzido pela KPMG, foram analisadas as principais estratégias do setor para crescer neste complexo cenário.

      As principais instituições das cadeias de suprimentos estão mudando o foco da construção de resiliência para a entrega de valor total, buscando pela maximização do valor por toda a empresa em uma abordagem que une experiência e desempenho.


      Valor total: unindo experiência e desempenho

      O conceito de valor total é obtido ao conectar estrategicamente partes diferentes dos negócios, identificando oportunidades e utilizando de tecnologia e dados para otimizar a experiência do cliente e o desempenho operacional da empresa, criando uma vantagem competitiva duradoura.

      • Experiência total

      Consiste na unificação das interações com clientes, funcionários e aliados em um ecossistema, empoderando o cliente em cada ponto de contato com base em cinco princípios: centralização no cliente, insights orientados por dados, integração, viabilização da tecnologia e empoderamento dos funcionários.

      • Desempenho total

      O desempenho total consiste em agir de forma rápida, inteligente, sustentável e alinhada com o objetivo principal de obter resultados operacionais de alto desempenho, entregando resultados mensuráveis nas dimensões financeira, operacional, de pessoas, inovação e sustentabilidade.

      Inteligência conectada

      As cadeias de suprimento devem passar por uma transformação para incorporar as recentes promessas da inteligência artificial (IA) em plataformas e ferramentas de planejamento e gerenciamento de riscos, estimulando eficiência e governança.

      Os negócios mais maduros no uso da IA devem alcançar a inteligência conectada, que abrange a empresa por completo e conecta a cadeia de suprimentos aos sistemas de compras, finanças, ESG, recursos humanos e CRM em um ecossistema inteligente.

      Novas métricas importantes

      As cadeias de suprimentos são agora ativos estratégicos que sustentam a competitividade, a resiliência e a sustentabilidade. As métricas tradicionais estão sendo expandidas para refletir as atuais complexidades e expectativas dos stakeholders.

      Em 2026, espera-se que os líderes da cadeia de suprimentos .se envolvam cada vez mais com uma série de novas métricas em oito áreas-chave. Alguns exemplos dessas novas áreas de mensuração da cadeia de suprimentos incluem:

      • Visibilidade e dados em tempo real
      • Resiliência e valor total.
      • Precisão da decisão por meio de IA e automação.
      • Uso de gêmeos digitais.
      • Colaboração homem-máquina.
      • Gestão de segurança cibernética e de riscos.
      • ESG.

      Tendências para 2026

      Assim como as tarifas atuais, o protecionismo não tarifário e a subsequente interrupção no comércio devem continuar recorrentes em 2026 e novos custos podem afetar as cadeias de suprimento e forçar que rotas de transporte e preços sejam reconsiderados.

      Como preparação para esse cenário, os líderes do setor devem focar na agilidade, na expansão de suas redes de fornecedores, na realocação da produção para mercados vitais ou ainda na manutenção de estoques extras em regiões-chave.

      Os desafios serão constantes, por isso, cabe às cadeias de suprimentos uma análise do impacto das novas tecnologias e novos desafios em seus negócios para definir estratégias que não apenas enfrentem dificuldades, mas cresçam seus negócios em meio a essa nova realidade.