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      O setor de construção vive um momento de expansão relevante, mas também enfrenta um ambiente mais complexo, volátil e pressionado. O estudo O Paradoxo do Progresso - Global Construction Survey 2025/2026, produzido pela KPMG, revela um cenário marcado por crescimento da demanda, aumento da aversão a riscos e necessidade urgente de transformação estrutural.

      O chamado “paradoxo do progresso” resume essa tensão: o setor avança, porém com cautela.

      Destaques

      • 71% dos executivos globais estão otimistas (58% no Brasil).
      • 75% estão igualmente ou mais avessos ao risco (65% no Brasil).
      • 375 líderes globais participaram do estudo.
      • 31 respondentes brasileiros.




      Por que o setor de construção está mais cauteloso mesmo com crescimento?

      Embora o otimismo esteja presente, a lacuna de riscos entre as empresas de construção está aumentando. A maior parte dos executivos declara estar igualmente ou mais avessa ao risco em comparação ao ano anterior.

      No Brasil, 65% afirmam postura mais conservadora. Esse dado pode ser atribuído a diversos fatores, como as incertezas no ambiente regulatório, as pressões na cadeia de suprimentos, os custos elevados de materiais e financiamento e ao fato de haver projetos maiores e mais complexos.

      Assim, a construção cresce, mas sob vigilância estratégica mais intensa.

      Quais são as prioridades estratégicas do setor de construção?

      A agenda estratégica do setor mostra foco claro em eficiência e expansão, combinados com tecnologia e gestão de riscos. No estudo global:

      • 75% priorizam eficiência operacional e lucratividade.
      • 72% destacam expansão de mercado e foco no cliente.
      • 61% apontam tecnologia e inovação.
      • 53% reforçam gestão de riscos e resiliência.

      Entre os respondentes brasileiros:

      • 52% priorizam eficiência operacional e lucratividade.
      • 32% destacam a expansão de mercado.
      • 35% enfatizam o foco no cliente.

      Como a transformação operacional se torna inevitável?

      A pesquisa indica forte alinhamento entre prioridades estratégicas e alavancas operacionais. A transformação deixou de ser opcional: tornou-se condição para sustentar crescimento em um ambiente de maior risco.



      Alavancas operacionais priorizadas

      Entre os respondentes globais:



      Entre os respondentes brasileiros:




      A transformação ocorre em três frentes integradas:

      • Pessoas: capacitação e desenvolvimento digital.
      • Tecnologia: integração sistêmica para eficiência e competitividade.
      • Modelos de entrega: digitalização, colaboração e maior resiliência.

      O que o paradoxo do progresso revela sobre o futuro da construção?

      O setor de construção demonstra maturidade estratégica. O crescimento não elimina o risco; porém, ele o reconfigura.

      A expansão da demanda em infraestrutura, energia e projetos de maior complexidade exige estruturas mais robustas, integração tecnológica e modelos operacionais mais resilientes. Nesse cenário, a construção avança, mas a disciplina estratégica do setor continua fundamental.

      Assim, o paradoxo do progresso mostra que o setor de construção não enfrenta uma crise de crescimento, mas um desafio de execução. Crescer com controle, inovar com responsabilidade e transformar com coerência são hoje os principais imperativos estratégicos.