Pular para o conteúdo principal

      Na publicação Pulse of Private Equity Q4’25, a KPMG analisou não apenas os resultados de 2025, mas também as tendências para o mercado de capital privado em 2026.

      O investimento em private equity (PE) aumentou globalmente de US$ 1,8 trilhão de dólares para US$ 2,1 trilhões em 2025, enquanto o volume de negociações caiu de 20.836 para 19.093, dados que apontam que foram priorizadas grandes negociações e não quantidade de negociações.

      As Américas representaram mais da metade do investimento global, com US$ 1,2 trilhão investidos em 9.118 transações. O investimento total na região ficou próximo ao pico de US$ 1,4 trilhão observado em 2021, mesmo com o menor volume de transações em cinco anos.

      O mercado de capital privado entra em 2026 cautelosamente otimista: espera-se que os volumes de saída melhorem gradualmente, ajudando a reconstruir a confiança dos investidores e aumentar os níveis de investimento.



      Destaques do quarto trimestre

      Durante o quarto trimestre de 2025, os EUA foram responsáveis pela maioria das grandes negociações de capital privado anunciadas.

      O investimento global em PE aumentou de US$ 1,8 trilhão em 2024 para US$ 2,1 trilhões em 2025, enquanto o total de negociações caiu de 20.836 para 19.093. Já a saída global de capital privado totalizou U$ 1,3 trilhão em 2025.


      Destaques de cada região

      • Os EUA representaram US$ 1,1 trilhão do investimento global total e 8.232 negócios.
      • A região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA) ficou em segundo lugar, atraindo U$ 729,8 bilhões em 2025, apesar de um declínio significativo de 8.922 transações para 8.278 transações.
      • A região Ásia-Pacífico (ASPAC) viu o investimento em PE aumentar ligeiramente de US$ 142,1 bilhões em 1.318 transações em 2024 para US$ 144,8 bilhões em 1.162 transações de PE em 2025.
      • Vários países atraíram grandes negócios de PE no quarto trimestre de 2025.


      Tendências para 2026

      As atividades de investimento devem continuar fortes, especialmente nos setores de infraestrutura e energia relacionados à IA e nos serviços financeiros e de saúde. Na América Latina o otimismo é o mesmo, mas acordos comerciais e novas eleições podem impactar os negócios.

      A captação de recursos deve seguir moderada, com a formação de novos fundos limitada. Fundos menores podem enfrentar desafios crescentes, aumentando o risco de estagnação prolongada do capital em partes do mercado.

      Espera-se também que o crescimento dos investimentos em capital privado ultrapasse o volume de negociações, com a estabilização ou melhora de condições macroeconômicas em muitas regiões permitindo negociações mais agressivas.