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      Eventos climáticos extremos tem impactado cada vez mais os países de mercados emergentes e economias em desenvolvimento (Emerging Markets and Developing Economies - EMDEs). Ainda assim, essas regiões continuam enfrentando dificuldades para atrair o capital privado necessário para complementar o financiamento público, que permanece limitado.

      A publicação Mobilizando Capital Privado para o Crescimento Orientado pelo Clima (Mobilizing Private Capital for Climate-Driven Growth), produzida pela KPMG, destaca os principais insights do estudo Do Risco à Recompensa: Destravando Capital Privado para Clima e Crescimento (From Risk to Reward: Unlocking Private Capital for Climate and Growth), conduzido World Economic Forum (WEF) com colaboração da KPMG. O material reforça que o financiemento climático nos EMDEs ainda avança em ritmo inferior às necessidades globais e destaca a urgência de ampliar a participação do capital privado para complementar os recursos públicos na resposta às mudanças climáticas.



      A importância do financiamento privado

      Os países de mercados emergentes e economias em desenvolvimento (EMDEs) continuam enfrentando barreiras estruturais para acessar financiamento climático em escala, incluindo lacunas de capacidade técnica, insuficiência de dados confiáveis, incerteza regulatória e mercados financeiros locais pouco desenvolvidos.

      Essas limitações resultam em pipelines de projetos pouco estruturados, baixa preparação de projetos (project preparation) e desafios para torná‑los atrativos para investimentos (bankable), reduzindo a capacidade de atrair capital privado — uma necessidade urgente destacada pelos relatórios recentes do World Economic Forum.

      Como consequência do financiamento insuficiente, os EMDEs seguem altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, enfrentando perdas crescentes associadas a eventos extremos, degradação ambiental, insegurança alimentar, limitações de acesso a água potável e energia, entre outros efeitos adversos. Nesse contexto, o estudo enfatiza que mobilizar capital privado em larga escala é essencial para complementar o financiamento público limitado e permitir uma trajetória de crescimento de baixo carbono e resiliente ao clima, além de destacar as intervenções necessárias para ultrapassar barreiras e desbloquear oportunidades de desenvolvimento.



      As principais estratégias

      A publicação aponta para 16 estratégias essenciais para fortalecer as colaborações público-privadas e garantir o capital necessário para as atividades climáticas. As estratégias cobrem desde a análise de dados sobre investimentos climáticos até abordagens de redução de riscos.

      • Fortalecer pipelines iniciais por meio de parcerias público-privadas.
      • Criar plataformas de agregação de demandas lideradas por compradores corporativos.
      • Incorporar camadas de adaptação climática na infraestrutura pública.
      • Aumentar o volume de empréstimos climáticos sindicalizados.
      • Implementar garantias de crédito locais para mobilizar capital doméstico.
      • Aumentar o acesso a instrumentos em moeda local e empréstimos verdes.
      • Traduzir as Contribuições Nacionalmente Determinadas (Nationally Determined Contributions - NDCs) em roteiros de investimento específicos para cada setor e passíveis de execução.
      • Criar políticas de investimento estáveis e plataformas nacionais que tornem as NDCs em propostas viáveis.
      • Ampliar o acesso a dados comparáveis sobre investimentos climáticos.
      • Ajudar investidores privados globais a estabelecer parcerias locais em EMDEs.
      • Adotar ferramentas digitais para análise de crédito a fim de reduzir os custos de due diligence.
      • Implantar mais capital catalisador dos países doadores.
      • Utilizar investimentos baseados na plataforma DFI em infraestrutura sustentável.
      • Agregar projetos pequenos e fragmentados em carteiras investíveis.
      • Criar uma plataforma de financiamento climático baseada em IA para simplificar o acesso a mecanismos de redução de riscos.
      • Ampliar os seguros climáticos e as soluções de garantia.