Tem sido um imenso desafio para os líderes empresariais enfrentar o escopo, a complexidade e a combinação de situações críticas que vêm surgindo de forma rápida e muitas vezes inesperadas nas empresas. A incerteza econômica, o risco de recessão, o custo do capital, os avanços da inteligência artificial (IA) e GenAI (inteligência artificial generativa), o risco elevado de segurança cibernética, a severidade das questões climáticas, os impasses políticos, o arcabouço regulatório cada vez mais complexo e rigoroso, entre outros temas, continuarão no topo da agenda dos conselhos de administração em 2026, testando a sua atuação e o modelo de negócios da empresa onde atuam.
Nesse ambiente operacional volátil, as demandas por mais divulgação e transparência, principalmente nos aspectos de monitoramento e gestão da estratégia dos negócios e dos riscos corporativos, irão se intensificar. O papel dos conselhos em fornecer um contexto amplo sobre como a governança da empresa está estruturada, incluindo o monitoramento e a interação com a gestão — desde o risco de disrupção do modelo de negócios até o impacto da IA sobre a força de trabalho — será mais importante do que nunca para trazer segurança aos seus líderes, aos demais stakeholders e ao mercado como um todo.