Para quantificar o impacto potencial do GLP-1 no consumo de comidas e bebidas e no futuro da indústria alimentícia, estabelecemos diversos parâmetros. Para começar, separamos nossa análise em dois grupos de consumidores.
O primeiro são usuários médicos que têm cobertura de seguro para suas medicações devido a circunstâncias como a obesidade. O segundo grupo são de usuários de “estilo de vida”, que pagam pela medicação mesmo com seu alto custo.
Estimamos então a variação no consumo de usuários da medicação com bebidas e alimentos, identificando uma diminuição de 31% nos gastos com compras e uma redução nos gastos com serviços de entrega e restaurantes de 61% e 63%, respectivamente.
É preciso monitorar a evolução no uso desses medicamentos para estabelecer projeções das mudanças nos padrões de consumo. Até mesmo mudanças sutis na cobertura de seguros e nos preços podem influenciar o acesso à medicação e afetar projeções.
Os usuários de GLP-1 podem gastar menos, o mesmo ou até mais do que gastavam antes de começar com a medicação. É importante conhecer os hábitos desse novo tipo de consumidor para que seus negócios não sejam impactados negativamente.
Conforme consumidores passam a utilizar medicações análogas ao GLP-1 para perder peso e melhorar a saúde, a indústria alimentícia deve se atentar às demandas desse grupo para conseguir reter um potencial de crescimento de mercado.
É importante compreender que nem todos os usuários de GLP-1 têm o mesmo comportamento. Quanto melhor as corporações compreenderem os hábitos das diferentes categorias de consumidores, melhor poderão aproveitar dessa mudança de padrão de alimentação.