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      A dependência de recursos finitos levou o planeta a uma crise climática. Como forma de enfrentar o problema, surge uma oportunidade única com a economia circular, permitindo que o setor de consumo e varejo busque um futuro sustentável.

      Essa é uma das reflexões destacadas pelo estudo Do Diálogo à Ação: abrindo caminho para uma economia circular no setor de consumo e varejo, produzido pela KPMG.

      Consumidores estão cada vez mais conscientes em relação ao seu impacto ambiental, governos e órgãos reguladores estão cada vez mais rigorosos. Neste cenário, a economia ambiental não é mais uma mera alternativa, é uma necessidade.

       

      A circularidade aparece como uma oportunidade para alcançar o equilíbrio entre crescimento econômico e uma gestão ecológica e social. Trazendo a possibilidade de repensar o uso de recursos e aumentar a resiliência das cadeias de suprimento.

      A avaliação do nível de prontidão para circularidade realizada pela KPMG tem o objetivo de mostrar como o setor de Consumo e Varejo tem se posicionado na transição dos modelos lineares já estabelecido para os modelos circulares.

      Principais insights da pesquisa

      • Diminuindo a lacuna entre ambição e ação

      A criação de uma visão circular e uma estratégia abrangente auxilia a definir objetivos claros. A maioria das empresas pesquisadas demonstrou ambição pelo desenvolvimento circular.

      • Estabelecendo metas para suas estratégias de negócios

      O relatório mostra que a definição clara de objetivos e de como alcançá-los foi um dos pontos fracos das empresas pesquisadas, que possuem uma lacuna entre suas ambições e seus planos de ação.

      • Conhecimento e recursos

      Quando se trata de alocar e aprimorar recursos para impulsionar iniciativas de circularidade, as empresas do subsetor de eletrônicos de consumo obtiveram a maior pontuação de maturidade, com bens de luxo não muito atrás.

      • Acelerando a entrada de recursos

      Em alguns subsetores de Bens de Consumo e Varejo, as empresas estão começando a monitorar os materiais que utilizam na produção, mas lacunas significativas permanecem, especialmente no caso de dados relacionados a fornecedores.

      • Saída de recursos

      Empresas do setor estão buscando formas adicionais de reduzir seu impacto ambiental por meio de modelos de negócio circulares, prolongando a vida útil de produtos e reduzindo desperdícios.

      • Viabilizadores de circularidade

      Colaborações e parcerias são vitais para o sucesso de iniciativas circulares, ao trabalhar com parceiros da cadeia de suprimentos, concorrentes, start-ups, recicladores e consumidores especializados, as empresas de Consumo e Varejo distribuem custos e riscos pela cadeia de valor.

      Do diálogo à ação

      A troca de modelos lineares para modelos circulares deve passar por todas as áreas de operação. O modelo de consumo atual está em crise, a dependência de recursos finitos e o descarte desenfreado estão levando o planeta ao limite.

      O setor de Bens de Consumo e Varejo enfrenta pressões crescentes para encontrar soluções sustentáveis. A economia circular surge como resposta a essa crise, promovendo um futuro em que o crescimento econômico se alinha com a responsabilidade ambiental e social.

      Existe uma lacuna entre ambição e ação. Embora empresas de consumo e varejo reconheçam a importância da economia circular, a implementação de práticas efetivas ainda é um desafio. Repensando fluxos de recursos e unindo forças podemos impulsionar uma mudança real.