Os dados da pesquisa também apontam que a busca por talentos está no cerne da flexibilização do regime presencial. Políticas que ofereçam maior liberdade geográfica aos colaboradores, dando-lhes a alternativa de trabalhar de locais remotos, favorece a busca e a atração do talento certo.
Ainda que a maioria das empresas ainda não tenha considerado a implementação de políticas para nômades digitais (64,81% não consideram essa prática aplicável em seu contexto atual), 16,76% dos respondentes já pensaram nessa possibilidade e 11,11% têm interesse em adotar essa política para atrair talentos.
A descoberta é relevante, pois indica um espaço considerável para crescimento na adoção desse modelo de trabalho. Há, de fato, uma oportunidade para desenvolver estratégias que aproveitem ao máximo os benefícios oferecidos por profissionais remotos em curtos períodos de tempo.
Outro aspecto muito interessante trazido por esse levantamento inédito é o foco no bem-estar dos colaboradores: mais de 90% das empresas têm ou pretendem implementar algum programa de saúde física e/ou mental.
Um percentual significativo de respondentes (61,82%) afirma que suas empresas já contam com algum programa que aborda a saúde física e mental dos colaboradores. Ou seja: além de terem um olhar para essa questão, muitas organizações já estão colocando soluções efetivas em prática.
Vale ressaltar que, entre as motivações para o retorno ao trabalho presencial, as questões de saúde mental foram citadas por 40,00% dos respondentes, o que revela uma conscientização crescente sobre os desafios enfrentados pelos colaboradores durante o isolamento social e o trabalho remoto.
Em síntese, o mundo corporativo passa por uma reconfiguração sem precedentes. À medida que avançamos para o futuro, é essencial que as empresas continuem a adaptar suas práticas e políticas para refletir as necessidades em constante evolução de todos os seus stakeholders.
Ao abordar as tendências em modelos de trabalho e analisar as diversas soluções adotadas (trabalho híbrido, presencial ou flexível), bem como as motivações para essas escolhas, a pesquisa reitera que a flexibilidade, a inovação e o bem-estar dos colaboradores constituem pilares fundamentais das estratégias organizacionais.