Para o setor de seguros, essas perdas e danos representam enormes pagamentos que ameaçam a solvência de muitas empresas. Aliás, as implicações financeiras desses desastres climáticos estão levando as seguradoras a reavaliar suas abordagens para a subscrição de riscos.
Muitas organizações estão atualizando suas políticas para excluir atividades de alto risco. Por exemplo, grandes festivais ao ar livre, em alguns países, se tornaram inviáveis para as seguradoras devido aos altos riscos de incêndios florestais.
No entanto, criar exceções para esses eventos em políticas de seguro ou interromper completamente a subscrição é apenas tratar os sintomas das mudanças climáticas. Abordar o aumento das emissões de carbono na atmosfera pode efetivamente prevenir desastres climáticos, reduzir os danos às propriedades e proteger as seguradoras.
Por isso, em vez de simplesmente transferirem a responsabilidade para os setores de alto carbono, as seguradoras reconhecem que também têm um papel a desempenhar. Ao segurar negócios intensivos em carbono, elas estão apoiando práticas comerciais insustentáveis.
Felizmente, a indústria de seguros já se comprometeu a fazer as mudanças necessárias. A formação de alianças internacionais tem sido um passo importante nesse sentido. Mas existem desafios relacionados à identificação, à medição e ao benchmarking das emissões associadas às suas atividades de subscrição e investimento.
Se as seguradoras levam a sério seus compromissos de neutralidade de carbono (net zero) e o enfrentamento dos riscos associados às mudanças climáticas, elas precisam ter uma compreensão clara de suas próprias emissões e estabelecer parâmetros para futuras reduções.