Nos últimos anos, as regulamentações em torno da divulgação de práticas ESG têm se tornado mais rigorosas em resposta ao aumento de litígios relacionados ao tema. Nesse contexto, é fundamental debater os riscos de fraude ESG e a importância de enfrentá-los.
De acordo com o relatório da London School of Economics, entre junho de 2022 e maio de 2023, houve um aumento significativo no número de litígios ESG, com mais de 2.341 casos registrados, sendo que mais de 50% desses casos climáticos tiveram desfechos judiciais diretos.
Com base em tendências anteriores e nas regulamentações recentes, como a Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CS3D), aprovada pelo Parlamento Europeu em junho de 2023, espera-se um aumento desses litígios nos próximos anos.
A fraude ESG, também conhecida como “fraude ambiental, social e de governança”, pode ocorrer de várias maneiras, incluindo greenwashing, que se refere à divulgação de informações manipuladas e/ou enganosas sobre a performance ESG, induzindo stakeholders e shareholders a falsas conclusões.