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      A tecnologia está a avançar a uma velocidade sem precedentes, criando novas oportunidades de crescimento, mas também ampliando o risco cibernético. As organizações enfrentam hoje um cenário de ameaças mais amplo e complexo, marcado pela inteligência artificial, geopolítica, pressão regulatória, disrupção nas cadeias de abastecimento, identidades não humanas, hiperconectividade e a realidade emergente da desencriptação quântica. 

      Para os líderes de cibersegurança, o desafio já não passa apenas por proteger a organização. Passa também por reforçar a resiliência e, simultaneamente, permitir a inovação em escala, num perímetro digital e operacional cada vez mais alargado. 

      O relatório Cybersecurity considerations 2026 explora oito considerações-chave que os líderes devem priorizar à medida que a cibersegurança se torna central para a resiliência empresarial e para a inovação. O relatório ajuda Chief Information Security Officers (CISOs) e executivos séniores a navegar um ambiente de risco em rápida evolução, ao mesmo tempo que apoia a adopção de IA e outras tecnologias transformadoras para impulsionar crescimento, resiliência e vantagem competitiva. 

      Com contributos de mais de 20 líderes de cibersegurança da KPMG em todo o mundo, bem como perspectivas de executivos séniores da Google, Microsoft, Palo Alto Networks e ServiceNow, o relatório é ainda enriquecido por conclusões de estudos globais e regionais da KPMG. 

      Num contexto de elevada incerteza, Cybersecurity considerations 2026 destaca o papel cada vez mais estratégico do CISO – não apenas na gestão do risco, mas também na transformação do risco cibernético num catalisador de confiança, resiliência e melhor desempenho organizacional. 


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      Fotografia de Sérgio Martins
      Sérgio Martins

      Partner de Advisory

      KPMG em Angola



      Mulher destacada no meio da multidão

      Cybersecurity considerations 2026

      Construir confiança e permitir a inovação num mundo dinâmico


      Oito considerações-chave de cibersegurança para 2026

      • Preparar a força de trabalho de cibersegurança para a segurança autónoma

        À medida que a segurança se torna mais automatizada, os agentes assumem tarefas cada vez mais orientadas por inteligência, tanto nos Security Operations Centers (SOC) como nas áreas de compliance, gestão de risco e gestão de identidade. A segurança autónoma terá um papel crítico na identificação e monitorização da actividade de identidades não humanas.

      • Navegar a geopolítica, reforçar a resiliência e assegurar compliance

        As defesas digitais e os activos físicos estão expostos a potenciais ataques por parte de nações hostis. As organizações devem avaliar os riscos potenciais e utilizar IA, automação e analytics para simplificar controlos, acelerar a recolha de evidências e reforçar o cumprimento regulatório. 

      • Proteger sistemas de inteligência artificial

        À medida que a IA se torna profundamente integrada nas operações empresariais, a sua segurança emerge como uma prioridade crítica. Proteger a IA já não é apenas um desafio técnico, mas um imperativo estratégico que cruza compliance, confiança e resiliência operacional. 

      • Gerir identidades não humanas

        Em ambientes cada vez mais digitais e automatizados, as identidades não humanas – como agentes de IA, contas de serviço e credenciais de máquinas – já superam em número os utilizadores humanos. As organizações devem repensar a governação de identidade para incluir todo o ciclo de vida dos actores humanos e das máquinas.

      • Permitir uma hiperconectividade IT/OT de confiança

        Sensores integrados, dispositivos IoT e ambientes totalmente conectados são cada vez mais comuns. Proteger sistemas hiperconectados exige uma arquitectura mesh dinâmica, clareza na definição de responsabilidades e monitorização através das fronteiras ciber-físicas.

      • Transitar para criptografia pós-quântica

        A transição para a criptografia pós-quântica (PQC) é cada vez mais antecipada a nível global e dificilmente poderá ser evitada. Em todo o mundo, países estão a implementar orientações e regulações para migrar a encriptação e gerir o risco cibernético quântico. Este será um desafio significativo e, para sectores como o financeiro e a defesa, poderá ser existencial.

      • Proteger a cadeia de abastecimento através de detecção e resposta

        As cadeias de abastecimento complexas criam hoje uma vasta superfície de ataque digital, que inclui IA e uma multiplicidade de dispositivos IoT. As organizações devem alargar o âmbito da gestão de risco de terceiros, recorrendo a monitorização contínua e supervisão para manter a resiliência operacional.

      • Alargar o papel e a influência do CISO

        O âmbito e as responsabilidades do CISO continuam a expandir-se à medida que a segurança se integra mais profundamente no negócio e nas operações, aproximando os domínios cibernético e físico. Ao mesmo tempo, os CISOs devem gerir as oportunidades e ameaças associadas à adopção generalizada da IA.



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