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      O varejo na América do Sul vive um momento de mudanças profundas. Avanços tecnológicos, novos hábitos de consumo, reconfiguração das cadeias de suprimentos e maior atenção à sustentabilidade estão remodelando o setor.

      Empresas que compreenderem essas transformações e agirem rápido poderão ampliar sua competitividade e capturar oportunidades em mercados cada vez mais integrados e exigentes.

      Por que os dados e a IA estão moldando o varejo?

      O uso estratégico de dados deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico. Combinados à inteligência artificial (IA) e ao machine learning (ML), eles permitem:

      • Analisar padrões de consumo e prever demandas.
      • Ajustar preços em tempo real.
      • Otimizar estoques e logística.
      • Personalizar experiências de compra.
      • Automatizar decisões operacionais, como reposição e promoções.

      A IA generativa impulsiona plataformas de e-commerce mais intuitivas, enquanto a IA autônoma agiliza processos e reduz custos. No entanto, é essencial reforçar governança, privacidade segurança cibernética.

      Sustentabilidade é tendência ou diferencial competitivo?

      O consumidor sul-americano busca cada vez mais produtos sustentáveis. Essa mudança cria oportunidades para empresas que incorporarem práticas responsáveis em toda a cadeia de valor.

      O varejo pode se destacar por meio de:

      • Produtos orgânicos, reutilizáveis ou de origem certificada.
      • Programas de reciclagem e reuso.
      • Redução de desperdícios no transporte e armazenamento.
      • Adoção da economia circular para reduzir custos e melhorar a reputação da marca.

      A atenção à sustentabilidade atrai consumidores e pode facilitar o acesso a mercados com regras ambientais mais rígidas, como é o caso da União Europeia.

      Como as cadeias de suprimentos estão se transformando na América do Sul?

      A pandemia e as tensões geopolíticas revelaram vulnerabilidades logísticas. Em resposta, existe um interesse cada vez maior por modelos como:

      • Nearshoring: produção próxima ao mercado consumidor, com prazos menores e custos de transporte reduzidos.
      • Strategic shoring: definição de localizações com base em custo, risco e acesso ao mercado.
      • Friendshoring: priorização de países com alinhamento político e econômico para reduzir riscos geopolíticos.

      A tendência de realocação da cadeia produtiva favorece países sul-americanos com infraestrutura adequada, recursos estratégicos – por exemplo, fontes de energia limpa – e políticas tributárias atrativas.

      Qual é o próximo passo para o varejo na América do Sul?

      Empresas que integrarem tecnologia, eficiência operacional e compromisso com a sustentabilidade terão mais chances de crescer em um mercado competitivo e globalizado.

      Por isso, o futuro do varejo na América do Sul depende essencialmente da capacidade de antecipar tendências, ajustar modelos de negócio e investir em inovação sem perder de vista a sustentabilidade.