O recorte referente aos CEOs de bancos, KPMG 2022 Banking CEO Outlook, realizado a partir do estudo KPMG 2022 CEO Outlook, baseia-se nas respostas de 141 executivos do setor bancário, atuantes em diferentes países.

De acordo com o levantamento, 85% dos CEOs de bancos acreditam que haverá uma recessão nos próximos 12 meses e 70% avaliam que uma recessão comprometeria o crescimento previsto para os próximos três anos.

Nas estimativas de 59% dos respondentes, a recessão não será prolongada. Por isso, os CEOs continuam dispostos a impulsionar a transformação digital (74%) e a alocar mais de 6% da receita em iniciativas de sustentabilidade (60%).

Vale ressaltar que, apesar de estarem se preparando para uma possível recessão, os CEOs de bancos não se mostram marcadamente pessimistas. Alguns destaques do estudo realizado pela KPMG mostram isso claramente:

  • 72% indicaram sentir-se confiantes ou muito confiantes sobre o potencial de crescimento da economia global – em 2021, somente 55% tinham essa convicção;
  • 83% disseram estar confiantes ou muito confiantes em relação às perspectivas de crescimento do setor de bancos; em 2021, 75% tinham essa visão mais otimista.

Em relação a estratégias de investimento e crescimento, destacam-se os seguintes tópicos:

  • 87% devem reconsiderar suas estratégias de investimento e realizar ajustes em suas políticas de riscos;
  • Em relação às estratégias de crescimento, as alianças estratégicas com terceiros estão no horizonte de 26% dos respondentes, seguida por crescimento orgânico e gerenciamento de riscos geopolíticos, com 21% cada;
  • 55% demonstraram apetite pela realização de fusões e aquisições.

As taxas de juros elevadas e os riscos reputacionais relacionados à marca são as principais preocupações dos CEOs de bancos, de acordo com o estudo da KPMG. Mas não são as únicas.

Custos de compliance e risco de recessão

A maioria dos CEOs de bancos afirmam que as organizações em que trabalham estão sob maior pressão devido às mudanças tributárias constantes e, consequentemente, aos altos custos de compliance.

Nada menos que 75% dos CEOs declaram que as organizações estão sob pressão para aprofundar os relatórios tributários em escala global. Por isso, um regime de imposto mínimo global tornou-se questão prioritária em seus respectivos bancos.

CEOs de bancos também estão direcionando o investimento digital as para áreas de negócios que impulsionam o crescimento, com ênfase em parcerias e preparação: 74% dos respondentes continuam impulsionando a transformação digital em ritmo acelerado.

É fato que o risco de haver uma recessão global pode fazer os CEOs reconsiderarem parte desses investimentos: 78% dos respondentes reconhecem que seus negócios estão pausando ou reduzindo as estratégias de transformação digital devido a esse risco.

Aproximar pessoas e tecnologia

Com uma crescente dependência da tecnologia e dados, os bancos tornaram-se mais dependentes de talentos aptos a tomar decisões relativas à transformação digital e a realizar uma gestão adequada desses recursos.

Por isso, ter pessoas com as habilidades necessárias para gerenciar o rollout estratégico e operacional é uma preocupação para 69% dos CEOs de bancos; 58% deles dizem ter incrementado os investimentos em novas tecnologias.

Além disso, 42% dos CEOs de bancos afirmaram estar desenvolvendo as habilidades de sua força de trabalho – ou seja, capacitando as pessoas para que elas possam cumprir o papel necessário.

Os CEOs de bancos também estão abordando a segurança cibernética como estratégia para construir relacionamentos fortes com o acionistas:

  • 66% dos respondentes consideram-se prontos para enfrentar ataque cibernético no futuro;
  • Para 77%, a segurança da informação, se for abordada com visão estratégica, pode ajudar a obter vantagem competitiva;
  • O mesmo percentual (77%) enxergam a proteção de seus ecossistemas de parceiros e da cadeia de suprimentos como igualmente importante como a construção de segurança cibernética na organização.

Em relação à força de trabalho, os CEOs de bancos acreditam que precisarão reduzir os postos de trabalho a curto prazo, mas 86% dizem que pretendem ampliar sua força de trabalho nos próximos três anos.

Além do mais, 20% dos respondentes afirmam que a proposta de valor do empregado (EVP), com o objetivo de atrair e reter talentos, é prioridade operacional para alcançar objetivos de crescimento de três anos.

O estudo da KPMG aborda, ainda, a agenda ESG (ambiental, social e de governança) dos CEOs: 38% deles consideram que a implementação de programas de ESG melhoram o desempenho financeiro (26% a mais do que em 2021).

Os CEOs de bancos ouvidos pelo estudo da KPMG também parecem propensos a entender que as empresas que adotam ESG têm mais sucesso em reter talentos, fortalecer EVP, fidelizar clientes e obter capital.

   

  

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