Experiência, cautela e liderança estratégica. Apesar das diferenças regionais, executivas brasileiras e sul-americanas apresentam traços comuns e que contribuem de maneira significativa para sua presença crescente nos quadros de gestão nas mais diversas áreas e setores da economia nas organizações.

A pesquisa Global Female Leaders Outlook 2022, produzida pela KPMG, entrevistou mais de 800 executivas globalmente – parte das participantes são atuantes no Brasil e na América do Sul. Por meio da análise dos insights trazidos pelas líderes brasileiras e sul-americanas, foi possível verificar os seus pontos de vista e principais desafios pessoais e profissionais.

Retenção de talentos e digitalização estão em pauta no Brasil

No País, o estudo apresenta a visão das executivas na liderança em relação ao atual cenário econômico mundial e nacional, como elas planejam as estratégias para progredir na carreira e suas perspectivas de crescimento para os setores e empresas nas quais trabalham.

A vivência em liderança entre as brasileiras é um fator de destaque: 64% das executivas entrevistadas desempenham funções de chefia há mais de 16 anos. Uma em cada cinco profissionais é membro de conselhos executivos, e mais de um terço ocupam a mesma posição há pelo menos cinco anos.

As executivas no Brasil demonstraram cautela quanto às perspectivas econômicas globais e nacionais. No País, 32% das respondentes acreditam que, nos próximos três anos, a economia mundial crescerá, mas quando o assunto é a economia brasileira, apenas 16% delas olham com otimismo para o futuro próximo.

Em relação ao crescimento das organizações em que atuam, um terço das líderes espera um acréscimo de pelo menos 5%, e 30% delas apostam em um crescimento de 20% ou mais.

Entre as estratégias para a expansão das empresas, as executivas acreditam no incremento da proposta de valor aos profissionais para atrair e reter talentos. Elas também avaliam que o avanço com a digitalização e a conectividade é outro elemento essencial para o crescimento.

Para sul-americanas, ESG está em destaque

Em relação aos cargos que ocupam, no recorte da América do Sul predominam as integrantes de conselhos executivos (15%) e as executivas C-Level (15%). Com percentual ligeiramente menor (14%), estão aquelas que são CEOs de suas organizações e as que são sócias ou diretoras.

Sobre a recuperação da economia mundial, a confiança é significativamente maior entre as respondentes globais (44%) do que entre as sul-americanas (30%). O mesmo ocorre na avaliação das perspectivas econômicas dos países em que atuam: entre as sul-americanas, apenas 15% demonstram otimismo - no levantamento global, esse percentual é de 48%.

Entre os temas que mais preocupam as líderes, a escassez de talentos está no topo da lista, com 18% das menções, tanto pelas sul-americanas quanto pelas executivas entrevistadas no estudo global.

Os fatores ESG também estão no foco das executivas. Para 60% das sul-americanas e 53% das respondentes globais, desafios como as mudanças climáticas podem ser uma ameaça para as empresas em que atuam. Além disso, o investimento em iniciativas sociais deve ocorrer em 37% das empresas das respondentes da América do Sul.

Territórios distintos, preocupações similares

O ponto mais evidente da pesquisa é que as executivas brasileiras, as sul-americanas e suas pares globais têm muito em comum: enfrentam desafios semelhantes em um mundo profundamente impactado por crises.

O investimento em ESG e na transformação digital é primordial para o desenvolvimento de suas empresas no mercado. Contudo, as executivas na liderança sabem que essa jornada traz adversidades, compartilhadas de maneira equivalente pelas líderes, seja no Brasil, seja na América do Sul, ou ainda em outras regiões do mundo.

  

Entre em contato conosco

conecte-se conosco

Meu perfil

Conteúdo exclusivo e personalizado para você