As tecnologias a que ainda chamamos emergentes, como por exemplo, IoT, 5G, impressão 3D e IA, prometem transformar os cuidados, que hoje se focam no tratamento da doença, para um modelo assente na gestão da saúde e do bem-estar e com uma maior participação de cada cidadão no seu percurso de vida. O envelhecimento acelerado dos países europeus, a prevalência de doenças crónicas e oncológicas, a escassez de recursos humanos no ecossistema da saúde, cria uma maior pressão sobre sustentabilidade e transparência nos sistemas de saúde, que apenas serão viáveis se existir uma arquitetura de referência para processos, tecnologias, dados e modelos de gestão com indicadores e avaliações alinhados para a jornada do cidadão e para os resultados em saúde.
Os modelos de prestação de serviços em diferentes setores de atividade é hoje “phygital” e este é também o modelo que cada vez mais observamos na saúde e o que cada cidadão hoje exige das instituições de saúde com as quais se relaciona, uma visão personalizada e contextualizada, independente do ponto de contato. Esta “Digital Front Door” na Saúde tem e deve garantir equidade no acesso aos cuidados em saúde e na promoção da saúde.
Se por um lado temos inovação e tecnologias disponíveis e por outro temos as necessidades do setor cada vez mais acentuadas, como realizar o potencial da inovação no contexto alargado da saúde?